Manifestações pelo aumento do custo de vida e habitação espalham-se pela Europa
Portugal não é o único país a enfrentar manifestações sobre a habitação e o custo de vida. Espanha, França e Itália, também enfrentam o mesmo problema, com os manifestantes italianos a incendiarem propriedades e a terem confrontos com a polícia.
No sábado, vários manifestantes realizaram uma marcha em Milão contra o aumento do custo de vida, que começou de forma pacífica, mas terminou com manifestantes a atirarem pedras e outros objetos à polícia de choque, segundo o jornal “The Guardian”.
Esta manifestação terminou com dois polícias feridos e 50 manifestantes detidos.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que apesar de manifestar ser um direito, “incendiar as nossas cidades não é”. Numa publicação nas redes sociais, Meloni disse que “vândalos” estavam a aproveitar os protestos para “semear o caos, atacar os responsáveis pela segurança e manter cidades inteiras como reféns”.
Giuseppe Sala, presidente da câmara de Milão, afirmou que apesar das “razões dos protestos serem compreensíveis, a violência contra as forças de segurança e os graves danos causados à cidade não são justificáveis”.
Em França os protestos contra o aumento do custo de vida também continuam, com cerca de 550 mil pessoas a saírem à rua.
A Albânia também foi palco de manifestações, com protestantes revoltados com as condições nas universidades e com as altas propinas.
Espanha também não ficou imune, com uma crescente onda de indignação com a subida das rendas e a desigualdade social.
Em Portugal os protestos continuam no Porto e em Lisboa, com os manifestantes a voltarem a acampar na praça D.João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa.
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