Recorde de Ondas de Calor em Portugal
Portugal continental regista recorde de nove ondas de calor em 2026.
Portugal continental atingiu, em 2026, um novo recorde de nove ondas de calor, de acordo com o balanço provisório realizado peloIPMA, que abrange o período entre fevereiro e outubro deste ano.
Os episódios distinguiram-se pela sua duração, magnitude e abrangência territorial, com destaque para a onda de calor do final de junho e início de julho, uma das mais relevantes desde 1981. Adicionalmente, 2026 é já o ano com o maior número de dias em onda de calor em Portugal continental, com 98 dias até à data, superando os anteriores máximos de 97 dias, registado em 2009 e de 91, registados em 2017.
Assim, podemos resumir os episódios de onda de calor registados no ano de 2026 da seguinte forma (ver também Figura 1):
21 e 26 de fevereiro – A primeira onda de calor do ano ocorreu em quatro localidades dos distritos de Bragança e da Guarda;
30 de março a 6 de abril – A segunda onda de calor iniciou-se no dia 30 de março e afetou cerca de 20% das estações meteorológicas. Nota: entre os dias 22 e 28 de março ocorreu uma onda de calor muito localizada na região do Grande Porto, mas que, para efeitos de contabilização, consideramos fazer parte da 2ª onda de calor de 2026;
15 a 28 de abril – A terceira onda de calor abrangeu 40% das estações meteorológicas, no interior Norte e Centro, vale do Tejo e interior do Alentejo. Destacaram-se Miranda do Douro e Pinhão, com durações de 13 e 12 dias, respetivamente;
20 de maio a 1 de junho – A quarta onda de calor iniciou-se no Alentejo e vale do Tejo, estendendo-se, a partir de 24 de maio, ao interior Norte e Centro. Com uma duração média de 9.5 dias nas estações afetadas, este episódio classificou-se como o segundo mais longo neste indicador;
9 a 24 de junho – A quinta onda de calor foi registada em 14 estações meteorológicas, abrangendo o interior Norte e Centro e regiões a sul do Tejo. A duração máxima atingiu 13 dias nas estações de Bragança, Miranda do Douro e Mogadouro;
29 de junho a 11 de julho – A sexta onda de calor abrangeu grande parte do território continental e constituiu um dos episódios mais relevantes desde 1981, apresentando a maior magnitude e a segunda maior extensão espacial;
2 a 7 de setembro – A sétima onda de calor ficou localizada na região interior Norte;
18 a 27 de setembro – A oitava onda de calor abrangeu grande parte do território continental, afetando 72% das estações meteorológicas do IPMA, com durações entre seis e dez dias;
10 de outubro a 16 de outubro, preliminarmente – A nona onda de calor encontra-se a decorrer na região nordeste do país. Iniciada no dia 10, prevê-se que termine a 16 de outubro.
Embora sejam mais intensas e preocupantes durante o verão, as ondas de calor podem ocorrer em qualquer época do ano. A sua identificação depende da persistência de temperaturas máximas muito superiores aos valores médios de referência: o critério utilizado pelo IPMA considera, pelo menos, seis dias consecutivos em que temperatura máxima diária é superior a 5 °C ao valor médio das temperaturas máximas diárias para um determinado período de referência (atualmente 1991-2020). Assim, uma onda de calor em fevereiro ou outubro traduz normalmente temperaturas muito elevadas para a época do ano.
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