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IA: maioria das empresas nacionais já adotou mas só 16% atingiram nível de integração avançado

IA: maioria das empresas nacionais já adotou mas só 16% atingiram nível de integração avançado

A inteligência artificial (IA) já está amplamente espalhada pela sociedade e empresas, com 51% das empresas portuguesas a adotarem estas ferramentas. Esta adoção já levou a que a tecnologia entrasse numa nova fase.
Segundo o estudo ‘Desbloquear o potencial de IA em Portugal 2026’, realizado pela Strand Partners para a Amazon Web Services (AWS), cerca de 80% das empresas portuguesas que utilizam IA já reportam ganhos de produtividade e 85% esperam que esta tecnologia contribua para o crescimento da organização no próximo ano.
André Rodrigues, head of AWS Portugal, afirma que “Portugal tem vindo a consolidar as condições necessárias para se afirmar como um país de referência na área da IA, graças à utilização crescente desta tecnologia e a um ecossistema de startups inovador. O desafio agora é garantir que a adoção se traduz em transformação”.
Embora haja uma grande adoção por parte das empresas, por si só não significa transformação. Das empresas que já utilizam IA, apenas 16% atingiram um nível avançado de integração, enquanto 58% continua focada em utilizações básicas como chatbots de acesso público.
Apesar desta diferença, estes valores representam uma melhoria face ao ano anterior, contudo o fosse entre adoção e transformação surge num contexto em que os sistemas agênticos, a automação avançada, a robótica e a IA física estão a comprimir os ciclos de inovação e a reduzir a margem de resposta das organizações que ainda não avançaram para uma utilização mais aprofundada da tecnologia.
Cerca de 62% das empresas que já adota esta tecnologia afirmam que o ritmo de inovação acelerou nos últimos dois anos, um valor que sobe para 78% entre as startups.
Estas últimas são uns dos principais ativos de Portugal na adoção destas ferramentas, liderando a adoção e a experimentação, contudo cerca de 42% destas afirmam que equacionariam sair da Europa para escalar o negócio.
Entre os fatores apontados estão o acesso a capital de crescimento, mercados de maior dimensão, competências especializadas em IA e um enquadramento regulatório mais ágil.

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