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Bolsas europeias em baixa atentas aos juros das dívidas soberanas

Bolsas europeias em baixa atentas aos juros das dívidas soberanas

As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, em linha com o comportamento negativo registado nos mercados asiáticos, atentas aos juros das dívidas soberanas, aos valores tecnológicos e à publicação dos índices do instituto alemão ZEW de outubro.
Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 descia 0,89% para 635,80 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,41%, 0,48% e 0,83%, bem como as de Madrid e Milão, que desciam 0,35% e 0,81%.
A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,03% para 9.396,64 pontos.
O euro estava em alta face ao dólar, acima de 1,12 dólares, e a valorizar-se 0,14% para 1,1229 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, após cair até 1,115 na quarta-feira passada, após a publicação de um IPC nos EUA maior do que o esperado.
Assim como na segunda-feira, os investidores continuam atentos à evolução dos juros das dívidas soberanas, especialmente de países como França e Itália, devido aos atuais protestos.
A esta hora, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam para 3,438%, contra 3,454%, bem como os de França, para 4,912%, contra 4,935%.
No mesmo sentido, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cediam, para 5,120%, contra 5,141% na véspera.
O petróleo sobe moderadamente, com o preço do contrato genérico de barril de Brent, de referência na Europa, a avançar 0,85% para 110,48 dólares e o do barril de West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, a subir 0,36% para 104,03 dólares, depois de terem registado na última sexta-feira uma forte subida, provocada pelos receios de interrupções do fornecimento devido às tensões no Oriente Médio.
No mesmo sentido, o preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, avançava 0,86% para 88,795 euros por megawatt-hora (MWh).
Em Espanha foram conhecidos os resultados até setembro do gestor e transportador de gás Enagás, que ganhou 204,1 milhões de euros, menos 22% do que no mesmo período de 2025, quando registou receitas extraordinárias por diversas operações, embora esteja em linha com os seus objetivos.
Entretanto no Médio Oriente, as autoridades iranianas elevaram hoje para 122 navios na lista de “infratores” por não cumprirem os protocolos de navegação no estreito de Ormuz, contra 77 navios registados em meados de outubro, num contexto de crescentes incidentes marítimos nesta passagem estratégica.
    O anúncio ocorre depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter informado que pelo menos três petroleiros tinham colidido com minas marítimas no estreito de Ormuz nos últimos dias, incidentes que não puderam ser verificados de maneira independente.
    A força militar iraniana reiterou que Ormuz “está fechado” e que o destino dos navios que não cumprirem as normas de navegação neste estreito “será arder no fogo”.
    A República Islâmica mantém bloqueado o estreito de Ormuz desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro e utiliza este estreito, por onde era transportado 20% do petróleo mundial antes do conflito, como medida de pressão contra Washington.
Os futuros dos índices norte-americanos registam um avanço de 0,20% para o Dow Jones e um recuo de 0,3% para o tecnológico Nasdaq, depois de terem terminado respetivamente a perder 0,07% e a ganhar 1,11% na segunda-feira.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, caiu 3,73%, devido às persistentes dúvidas sobre a sustentabilidade do setor de inteligência artificial (IA), o Nikkei caiu 1,3%, a bolsa de Shenzhen perdeu 0,14% e a bolsa de Xangai terminou com uma leve subida de 0,12%.
    Quanto aos metais preciosos, o ouro regista uma queda de 0,50%, com a onça a 4.119,89 dólares, enquanto a prata sobe 0,10%, para 57,1348 dólares a onça.
  E no mercado das criptomoedas, a bitcoin valorizava-se 0,27% para 81.692,6 dólares.

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