Ambiente abre consulta pública para primeira metodologia de carbono azul dedicada a pradarias marinhas
A proposta de metodologia para o “Restauro e Conservação de Pradarias Marinhas em Portugal Continental”, que alarga o Mercado Voluntário de Carbono (MVC) aos ecossistemas marinhos, entrou hoje em consulta pública, anunciou o Ministério do Ambiente e Energia.
A iniciativa visa criar condições para mobilizar financiamento privado para a recuperação e conservação destes ecossistemas, promovendo em simultâneo os benefícios climáticos e a proteção da biodiversidade através do conceito de carbono azul.
De acordo com o comunicado do ministério liderado por Maria da Graça Carvalho, os documentos ficarão disponíveis para recolha de contributos no portal Participa até ao dia 22 de novembro de 2026.
“Queremos que o Mercado Voluntário de Carbono seja também um instrumento para financiar a recuperação da natureza. Com esta nova metodologia, damos um passo concreto para valorizar o carbono azul e o papel dos ecossistemas marinhos na ação climática”, afirmou a Ministra do Ambiente e Energia.
A proposta de metodologia foi apresentada pela ANA – Aeroportos de Portugal, S.A., em parceria com a NBI Natural Business Intelligence, o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e o Instituto Mediterráneo de Estudios Avanzados, tendo recebido um parecer favorável da Comissão Técnica de Acompanhamento do Mercado Voluntário de Carbono.
O parecer técnico destaca a inovação da proposta e sublinha a oportunidade de atrair investimento privado para a recuperação do ecossistema marinho, bem como para o reforço do conhecimento científico e a diversificação de projetos no âmbito do MVC.
A metodologia prevê a atribuição de “Créditos de Carbono +” a projetos que demonstrem ganhos adicionais para o capital natural e a biodiversidade, alinhando-se com as metas do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN).
Ao assinalar o primeiro ano de atividade, a tutela informou que o MVC conta atualmente com três metodologias aprovadas, cinco projetos submetidos — dos quais dois já obtiveram aprovação —, 10 verificadores qualificados, 30 utilizadores registados e 977 créditos de carbono futuros emitidos.
Maria da Graça Carvalho assinalou que, após um ano inicial focado na estruturação do mercado, a prioridade passa agora por “acelerar a sua dinamização, com mais projetos, novas metodologias e maior procura de créditos de carbono nacionais, para canalizar mais investimento privado para a descarbonização e para a valorização dos nossos recursos naturais”.
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