UHU quer crescer 33% para os 20 milhões de euros
Há 29 anos chegou a Portugal o tubo de cola amarelo UHU, que pertence ao grupo italiano Bolton. Passados estes anos, o tubo cresceu para outras áreas, como as colas profissionais, o setor de bricolage e o setor das limpezas.
A marca começou pelas escolas, fazendo o caminho de “educar os consumidores e os clientes” sobre a sua capacidade. Desta forma a marca foi fazendo “publicidade de raiz” e depois conseguiu saltar para outras áreas, como a área profissional, bricolage e limpeza.
A posição da UHU nas escolas é “dominante”, com cerca de 80% de mercado, e foi trabalhada e consolidada ao longo dos anos, já na parte de bricolage, ainda não é a principal, mas já conta com uma parte dominante. A empresa tem uma marca dedicada só ao setor profissional, a Griffon, e apesar de não ser a mais vendida, tem vindo a crescer sucessivamente, e representa uma oportunidade de crescimento para a marca.
Dentro do grupo a marca, que pertence ao Bolton Adhesives, já é o quinto país em valor absoluto de um universo de 140 países, estando já a chegar ao 15 milhões de euros.
A chegada do setor das limpezas a Portugal foi a mais recente, há cerca de 15 anos, e nasceu de um só produto, o removedor de fungos e bolores. Esta foi uma entrada há muito pensada, principalmente devido há “humidade usual nas casas portuguesas”,refere José Luís Raposo, diretor-geral da UHU Portugal. Apesar de ser uma chegada muito aguardada pelo diretor-geral, o sucesso deste produto “acabou por ser muito maior do que aquele que se esperava”. “Em poucos anos passámos do nada para líder de mercado e conseguimos que o mercado duplicasse o seu valor”, apontou.
O crescimento foi tão rápido e inesperado que os concorrentes “nem se aperceberam que estavam a perder quota de mercado”, referiu, salientando que “quando se aperceberam já era tarde”.
Estes produtos não estão no corredor dos produtos de limpeza dos supermercados, mas sim no corredor da bricolage. Esta localização faz com que a marca perca alguma visibilidade, mas mesmo assim as vendas ainda têm crescido.
Nos últimos anos a empresa tem crescido a uma média superior a 5%, tendo a ambição de chegar a uma faturação de 20 milhões de euros. Para além desta meta responsável pretende continuar a sua aposta no setor da limpeza. Pelo diretor-geral a marca “já estava num passo mais à frente”. Mas o empresário vê “oportunidades” para a entrada de novos produtos.
A empresa também já tem planos traçados para o setor da bricolage, uma área que o responsável prevê “que vá aumentar bastante através de novos consumidores”.
Apesar das oportunidades, o maior desafio do setor é ganhar quota de mercado. “Enquanto nos produtos alimentares é sempre um mercado com grande crescimento, há sempre novas oportunidades, este setor é mais limitado, os crescimentos são limitados”, explicou.
Outro fator que penaliza o setor é a baixa natalidade. “Em meia dúzia de anos constatámos que havia menos 20% de alunos do que há 20 anos quando tínhamos iniciado atividade”, apontou, salientando que “temos 20% menos de mercado, mas os clientes começaram a gastar mais, porque a quota de mercado manteve-se”.
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