Veja como vai ficar a nova Gare do Oriente
Frio, chuva, sol e calor. São assim os dias de quem tem de esperar por comboios nas plataformas da Gare do Oriente.
Mas as condições extremas a que os passageiros estão sujeitos poderão ser reduzidas no futuro com a construção de novos abrigos nas plataformas ferroviárias.
A Gare do Oriente vai ser ampliada e reabilitada com o objetivo de receber os comboios de alta velocidade Lisboa-Porto e Lisboa-Espanha.
O projeto prevê a conceção de abrigos de passageiros em todas as estações e apeadeiros a criar. No caso da Estação do Oriente, o projeto prevê a conceção de oito abrigos nas duas novas plataformas e quatro abrigos nas plataformas existentes.
Esta estação vai ganhar três novas linhas ferroviárias para um total de onze, com quatro plataformas de passageiros afetas ao serviço suburbano e regional, mais duas novas plataformas de passageiros para o serviço de longo curso.
Já a estação rodoviária passa a contar com cinco ilhas de passageiros, menos uma face à atual, perante a expansão da estação ferroviária.
Este projeto surge no âmbito do projeto de quadruplicação da Linha de Cintura (Roma/Areeiro-Braço de Prata) e modernização da Linha do Norte (Braço de Prata-Sacavém).
Outra das novidades na Gare do Oriente é que a estação vai passar a contar com uma ponte com dois arcos, com uma altura máxima de 50 metros, numa extensão de 220 metros.
Vai ser esta esta estrutura que vai suportar a expansão das linhas ferroviárias para o lado da estação rodoviária, sem necessidades de interrupções da linha do metro durante longos períodos para fazer as fundações subterrâneas que seriam necessárias no projeto original.
“Optou-se por desenvolver uma solução estrutural com um vão integral de 220 metros, garantindo a independência face à estrutura existente, minimizando interferências com a operação do Metro e assegurando uma execução segura, sem tantos constrangimentos e por isso mais célere e com menos incertezas”, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).
“O projeto em análise assenta numa solução estrutural de grande vão, cujas fundações serão colocadas fora da área da estação do Metro. Esta abordagem permite criar uma estrutura em ponte, conferindo uma maior fluidez e abertura ao projeto”, acrescenta.
“Mais do que uma estrutura funcional, a ponte afirma-se como um marco simbólico do compromisso de Portugal com a inovação e a
conectividade”, segundo a IP.
Já o passadiço de ligação à estação rodoviária será removido e “substituído por uma ligação ao piso térreo por escadas mecânicas, consolidando a organização do átrio central como um ponto de convergência para os espaços comerciais no piso térreo e pisos inferiores, enquanto a nova praça de entrada acolhe os passageiros à chegada à estação”.
Já a reorganização da reorganização da estação rodoviária vai prever a separação entre autocarros urbanos/suburbanos e autocarros de longo curso; acessos independentes para autocarros urbanos/suburbanos e autocarros de longo curso; manutenção da capacidade do terminal com um menor número de plataformas; aumento do número de lugares de estacionamento para autocarros; melhoria do acesso pedonal às plataformas de autocarros; reorganização da praça de táxis e introdução de uma área de acesso controlado para “Kiss & Ride” (embarque e desembarque de passageiros); reorganização das avenidas laterais, criando estacionamento dedicado para carga e descarga e TVDE.
Já a ciclovia da Av. de Berlim será reposicionada para o passeio sul, solução que “mitiga conflitos entre bicicletas, “Kiss & Ride”, cargas/descargas e autocarros”.
“A nova localização da ciclovia melhora a segurança dos ciclistas e, devido à largura do passeio, não compromete o conforto dos peões.
Além das obras previstas para a ciclovia ao longo da Av. de Berlim, também serão necessárias obras para reposicionar a ciclovia recentemente instalada paralela à Rua António Mega Ferreira”, pode-se ler no documento.
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