Q&A com Rafael Rêgo: “Deu para aprender”
Rafael Rêgo e Nuno Mota Ribeiro não tiveram um rali fácil. O sétimo lugar conquistado não revela as dificuldades sentidas pela dupla da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal.
A exigência dos troços e a pouca experiência do piloto fizeram-se sentir e as dificuldades surgiram ao longo dos quilómetros percorridos pelo norte do país, numa lição valiosa, mas dura para a jovem promessa portuguesa. No final da prova, falamos com o piloto que nos fez um balanço da prova.
AutoSport: Foi uma prova difícil, mas conseguiste mostrar na Power Stage um pouco da velocidade que tens demonstrado nas últimas provas. Que balanço fazes deste rali?
Resposta: Foi um rali muito bom. É um rali muito difícil, em que se tratava mais de sobreviver do que de andar depressa. Havia muitas pedras e os troços estavam muito cavados. Mesmo indo devagar para não estragar nada, acabei por danificar o carro no sábado: parti um braço da suspensão.
Mas correu bem. Tínhamos estipulado atacar um troço por dia. Atacámos em Cabeceiras e, felizmente, ganhámos esse troço no CPR. Agora, atacámos em Fafe, mas ficámos a oito décimas de ganhar. Deu para aprender. Temos os vídeos para o ano, que é o que importa.
AutoSport: Quando aumentaste o andamento, mostraste ritmo e conseguiste acompanhar os da frente. Isso dá-te motivação para o que vem a seguir?
Resposta: Sim, dá motivação. Tenho consciência de que, se tivesse trabalhado melhor os troços e tivesse forçado mais, teria conseguido andar mais depressa. Mas o objetivo também não era esse. Não queremos estar a estragar o carro nem gastar agora as fichas que temos de usar na Marinha Grande.
AutoSport: Na Marinha Grande, vais com o objetivo de tentar repetir o que conseguiste em Chaves, em termos de ritmo, e no Algarve, em termos de resultado?
Resposta: Sim, acho que me adapto muito melhor ao asfalto do que à terra, por isso vou tentar dar o meu melhor. Se ganhar, ótimo. Se não ganhar, também está tudo bem.
Numa época de aprendizagem, mas que já rendeu um pódio, Rafael Rêgo continua a sua progressão, já com sinais claros que a sua juventude e inexperiência não consegue esconder o talento que já demonstrou por várias vezes. O foco na última jornada, num terreno onde se dá melhor poderá voltar a dar-nos o melhor de Rêgo. Nos troços do norte do país, a missão foi claramente diferente e mais virada para a aprendizagem e acumulação de quilómetros.
Foto: Zoom Motorsport
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