A carregar agora

BCP supera expectativas no 3º trimestre e reforça metas estratégicas para 2028, diz Jefferies que mantém price-target

BCP supera expectativas no 3º trimestre e reforça metas estratégicas para 2028, diz Jefferies que mantém price-target

O Banco Comercial Português (BCP) apresentou um resultado líquido de 308 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026, superando em 3% as previsões do consenso de mercado, com a receita financeira em Portugal a destacar-se como o principal motor do desempenho, segundo uma nota de análise do Jefferies.
Os analistas mantiveram a recomendação de “buy” para as ações do banco e um preço-alvo de 1,30 euros, o que representa um potencial de valorização de cerca de 19% face à cotação de 1,09 euros.
As ações do BCP subiram 0,046% para 1,09 euros. Mas o impacto das contas só se vai ver na cotação desta quinta-feira.
De acordo com o Jefferies, os resultados ficaram acima do esperado graças a receitas mais fortes, sobretudo na margem financeira e nos resultados de mercados, bem como a custos inferiores ao antecipado. Ao nível do resultado antes de impostos, o banco apresentou um desempenho 5% acima das estimativas.
A margem financeira (NII) excedeu em 2% as previsões dos analistas, registando um crescimento de 6% face ao trimestre anterior e de 11% em termos homólogos. A margem de juros melhorou sete pontos base no trimestre, beneficiando de uma expansão tanto em Portugal como na Polónia.
“A margem financeira portuguesa foi a estrela do trimestre”, sublinha o Jefferies, destacando que esta cresceu 14% nos primeiros nove meses do ano.
O banco revelou ainda uma evolução favorável da atividade comercial. A carteira de crédito aumentou 1,4% em cadeia e 7,8% em termos homólogos, impulsionada pelo segmento de particulares em Portugal, que cresceu 10,2%, e pela atividade empresarial na Polónia, onde o crédito às empresas avançou 23%.
Já os depósitos de clientes recuaram ligeiramente face ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade habitual do terceiro trimestre, mas mantiveram um crescimento de 6% relativamente ao período homólogo.
No capítulo da qualidade dos ativos, o BCP registou imparidades totais de 161 milhões de euros, um valor ligeiramente acima do esperado. Este montante inclui uma provisão adicional de 67 milhões de euros na Polónia, dos quais cerca de 35 milhões estão relacionados com o risco associado aos créditos hipotecários em francos suíços, bem como uma provisão de 21 milhões de euros referente ao risco soberano em Moçambique.
Apesar destes encargos, o custo do risco fixou-se em 38 pontos base no trimestre, com Portugal a apresentar uma evolução melhor do que a indicada nas orientações do banco.
A posição de capital permaneceu robusta. O rácio CET1 atingiu 15,2%, superando em 30 pontos base as expectativas dos analistas e beneficiando de operações de transferência significativa de risco (SRT).
Em paralelo com a divulgação dos resultados, o BCP atualizou em alta as metas estratégicas para 2028.
O banco passa agora a prever lucros acumulados entre 2025 e 2028 de 4,75 mil milhões a 5,25 mil milhões de euros, acima da meta anterior de 4 mil milhões a 4,5 mil milhões de euros.
A instituição passou ainda a apontar para uma rendibilidade dos capitais próprios (RoE) superior a 17,5% em 2028, face ao objetivo anterior de mais de 13,5%, além de um rácio CET1 superior a 14,25%, acima da meta anterior de 13,5%.
O Jefferies nota que as novas metas estão alinhadas com as suas próprias estimativas, que apontam para lucros acumulados de 5,17 mil milhões de euros entre 2025 e 2028 e um RoE de 19,1% no final do período.
O retorno sobre o capital tangível (RoTE) do BCP situou-se em 16,1% no terceiro trimestre.

Share this content:

Publicar comentário