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EUA: Fed deixa juros na mesma na antecâmara das eleições intercalares

EUA: Fed deixa juros na mesma na antecâmara das eleições intercalares

A Reserva Federal não se desviou das expectativas do mercado e manteve os juros inalterados na reunião de outubro, em linha com os comentários recentes de vários membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) que haviam sugerido calma na condução da política monetária, mesmo com o indicador de preços persistentemente acima do objetivo de 2%.
As taxas diretoras da maior economia do mundo permanecem assim entre 3,75% e 4%, isto apesar da leitura de setembro do índice de preços no consumidor (IPC) mostrar uma dupla surpresa negativa, com um avanço acima do esperado no indicador nominal e também no subjacente. Ainda assim, houve dois dissidentes na votação, informa o comunicado do banco central. As governadoras Lisa Cook (que Trump tentou despedir) e Beth Hammack queriam subir taxas em 25 pontos base (pb) face à inflação persistente e elevada.
Como tem sido hábito desde que Kevin Warsh foi nomeado presidente do banco central, a nota da Fed a informar da decisão é curta e não avança grandes detalhes quanto à reunião ou as perspectivas dos membros do Conselho de Governadores. Ainda assim, há o reconhecimento que “a inflação continua elevada”.
O Comité mostra-se, contudo, confiante que “a acumulação de mais dados irá ajudar a determinar a postura monetária adequada para assegurar um regresso da inflação ao objetivo de 2%”, como se lê no comunicado.
A decisão foi anunciada esta quarta-feira e era já largamente esperada pelos investidores e analistas, que vinham ajustando as expectativas nas últimas semanas face às declarações de vários governadores da Fed com direitos de voto nas reuniões de política monetária.
Há um mês, as probabilidades implícitas de mercado de não haver mexidas nos juros eram de apenas 29%, mas dispararam entretanto até 93% na véspera do encontro.
Mais concretamente, governadores como John C. Williams, presidente da Fed de Nova Iorque, Christopher Waller e Michelle Bowman, ambos membros do Conselho de Governadores, vieram recentemente pôr ‘água na fervura’ e argumentar que uma pausa talvez seja apropriada, empurrando para baixo as expectativas dos investidores quanto aos juros diretores.
A juntar a isto, há receios que Kevin Warsh, presidente do banco central, esteja a evitar mais uma subida impopular na antecâmara das eleições intercalares, onde Donald Trump – que o nomeou líder da Fed – e o Partido Republicano arriscam uma pesada derrota.
[notícia atualizada às 18h12]

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