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Lucro trimestral do Deutsche Bank supera expectativas com receitas e eficiência a impulsionarem resultados

Lucro trimestral do Deutsche Bank supera expectativas com receitas e eficiência a impulsionarem resultados

O Deutsche Bank registou um lucro líquido recorde de 5,9 mil milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, mais 7% em termos homólogos, tendo apresentado no terceiro trimestre resultados acima das expectativas do mercado, enquanto o lucro antes de impostos aumentou 8%, para 8,4 mil milhões de euros. As receitas cresceram 5%, para 25,5 mil milhões de euros, e a rendibilidade dos capitais próprios tangíveis (RoTE) melhorou para 11,5%.
O alemão Deutsche Bank apresentou no terceiro trimestre de 2026 um lucro 10% acima das expectativas do mercado, beneficiando do crescimento da margem financeira, de uma melhoria da eficiência operacional e de um desempenho sólido na maioria das áreas de negócio.
A margem financeira (‘net interest income’ ou NII) da atividade bancária cresceu 12% face ao período homólogo, apoiando o desempenho do banco de retalho, num trimestre em que o banco de investimento manteve receitas em linha com o esperado.
Segundo uma nota de análise do Jefferies divulgada esta terça-feira, as receitas do grupo ficaram 2% acima do esperado, impulsionadas sobretudo pelo banco de retalho (Private Bank), enquanto o rácio de custos sobre proveitos (‘cost-to-income’) se situou em 62%, melhor do que os 65% antecipados pelos analistas.
Nos primeiros nove meses do ano, todas as divisões do Deutsche Bank registaram uma rendibilidade dos capitais próprios tangíveis (RoTE) de pelo menos 12%, com o grupo a atingir 10,6%.
Na banca empresarial (Corporate Bank), o resultado antes de impostos superou em 16% as previsões dos analistas, graças ao crescimento de dois dígitos das receitas com comissões e da margem financeira, bem como à redução das imparidades. Os depósitos cresceram 13% em termos homólogos e o crédito aumentou 8%.
Já a divisão de banca de investimento superou as previsões em 9%, apesar de uma queda de 3% nas receitas de negociação de obrigações, divisas e matérias-primas (FICC), refletindo a comparação com um trimestre historicamente forte no ano anterior.
O banco de retalho registou um resultado ligeiramente acima do esperado, sustentado por receitas mais elevadas, alcançando uma RoTE de 13% e um rácio de eficiência de 65%.
Em sentido contrário, a área de gestão de ativos falhou as previsões em 6%, penalizada pela redução das comissões de desempenho. Ainda assim, os ativos sob gestão cresceram 16% em termos homólogos, para 1,2 biliões de euros, com entradas líquidas de 31 mil milhões de euros.
No que respeita à qualidade dos ativos, o Deutsche Bank continuou a registar impactos relacionados com a redução da exposição ao imobiliário comercial (CRE) problemático, bem como um evento específico na área de banca empresarial na Ásia.
O banco prevê que as provisões associadas ao imobiliário comercial diminuam gradualmente em 2027 e 2028, à medida que avança a estratégia de redução de risco destas carteiras.
Em termos de capital, o rácio CET1 fixou-se em 14%, acima do esperado pelos analistas, enquanto os ativos ponderados pelo risco totalizaram 365 mil milhões de euros. O valor contabilístico tangível por ação aumentou 2% face ao trimestre anterior e 6% em termos homólogos, para 31,9 euros.
Apesar dos resultados acima das expectativas, a Jefferies manteve a recomendação de “Hold” para as ações do Deutsche Bank. O banco de investimento atribui um preço-alvo de 33 euros por ação, o que representa um potencial de valorização de cerca de 14% face à cotação de 28,88 euros. Os analistas consideram que a avaliação continua pouco exigente, em torno de 0,9 vezes o valor contabilístico tangível, mas salientam que as suas estimativas permanecem abaixo da meta definida pela administração para 2028, que aponta para uma rendibilidade dos capitais próprios superior a 13%.

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