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BBVA supera os 9.000 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2026

BBVA supera os 9.000 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2026

O BBVA alcançou um resultado líquido atribuível de 9.066 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2026, superando pela primeira vez a fasquia dos 9.000 milhões em período acumulado de nove meses.
O valor representa um crescimento de 13,6% face ao período homólogo (+11,4% a taxas de câmbio constantes), impulsionado pelo desempenho das receitas recorrentes, com destaque para a margem financeira e as comissões.
O lucro por ação subiu a um ritmo ainda mais elevado — 17,5% — beneficiando das recompras de ações efetuadas nos últimos 12 meses, que reduziram o número de títulos em circulação em 4,4%, para 5.511 milhões.
O Grupo bancário espanhol mantém uma combinação de crescimento e rentabilidade que se destaca no panorama europeu. A atividade creditícia cresceu 20,4% em euros constantes nos últimos 12 meses, com os empréstimos e antecipações a clientes a atingirem 540.767 milhões de euros. No mesmo período, os depósitos de clientes aumentaram 14,5%, para 539.563 milhões de euros.
A rentabilidade sobre capital tangível (ROTE) fixou-se em 22%, o rácio de eficiência de 37,9% posiciona o banco como líder no setor, e a solidez da posição de capital reflete-se num rácio CET1 de 12,21%, acima dos requisitos regulamentares.
Margem financeira acelera em todas as geografias
O grupo que está presente em Portugal com uma sucursal disse que o bom desempenho do período assentou sobretudo na margem de juros, que totalizou 23.243 milhões de euros, um aumento de 20,8% interanual — 17,8% a taxas de câmbio constantes.
O BBVA tem essencialmente filiais no México, Turquia, Colômbia, Perú e Argentina.
As comissões líquidas somaram 6.909 milhões de euros, mais 13,8% do que no mesmo período de 2025.
No terceiro trimestre isolado, o banco registou um resultado atribuído de 3.015 milhões de euros, novamente acima dos 3.000 milhões, apesar de ligeiramente inferior ao trimestre anterior, num contexto de subida das despesas de exploração e dos saneamentos creditícios.
A margem bruta consolidada alcançou 32.072 milhões de euros nos nove primeiros meses, mais 18,2% interanual, enquanto o margem líquido subiu 18,6%, para 19.903 milhões de euros.
Os indicadores de risco de crédito mantiveram-se estáveis: o custo do risco situou-se em 1,44%, a taxa de mora em 2,6% e a taxa de cobertura em 84%. As despesas de exploração cresceram 17,4% interanual, refletindo a expansão da atividade e o impacto cambial, mas a eficiência operacional do banco continua a ser referência no setor.
O BBVA encerrou setembro com 986.191 milhões de euros em ativos totais — 21,3% acima do nível de há um ano —, um património líquido de 62.568 milhões de euros e uma capitalização bolsista de 136.725 milhões de euros, que subiu 45,2% em 12 meses.
O banco tem atualmente 84 milhões de clientes ativos em todo o mundo.

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