CAF reverte alteração e confirma CAN a cada dois anos
A decisão foi tomada pelo Comité Executivo da CAF, sediado no Cairo, capital do Egito, que reavaliou a mudança anteriormente anunciada após analisar as suas possíveis consequências para o desenvolvimento económico e desportivo do futebol africano.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, já tinha avançado a possibilidade de rever a decisão tomada no ano passado de passar a CAN para um ciclo quadrienal, durante a Conferência Estratégica da confederação, realizada em Cabo Verde, em outubro.
Um dos fatores determinantes para a manutenção da periodicidade bienal foi o tempo que a projetada Liga das Nações Africanas demoraria a gerar os recursos económicos necessários para garantir a competitividade internacional e a autossuficiência financeira das competições continentais.
A nova competição, inicialmente concebida como um torneio pan-africano que substituiria a atual Taça das Nações Africanas e seria disputada de dois em dois anos, exigiria vários anos para atingir este objetivo, explicou a CAF.
Motsepe salientou que a decisão vai ao encontro da necessidade de proteger e promover os interesses do futebol africano, das suas 54 federações-membro e dos jogadores do continente que atuam em clubes fora de África.
O dirigente confirmou ainda o calendário das próximas edições do torneio, com a próxima edição a realizar-se em 2027, no Quénia, na Tanzânia e no Uganda. Posteriormente, a competição será realizada em 2028, 2031 e 2033.
O intervalo de três anos entre 2028 e 2031 justifica-se pelo desejo de evitar que o Campeonato do Mundo de 2030 e a CAN, seguindo a tradição da FIFA, se realizem no mesmo ano.
A confederação considera que o regresso ao formato bienal contribuirá para o crescimento do futebol africano e permitirá reforçar o desenvolvimento das suas competições e federações nacionais.
Em curso está ainda por decidir o vencedor da CAN de 2025.
O Senegal tinha conquistado a vitória em campo, em Rabat, depois de vencer Marrocos (1-0, após prolongamento) num final de jogo caótico, em que grande parte dos senegaleses abandonou o relvado em protesto contra a arbitragem.
Posteriormente, o júri de recurso da CAF atribuiu a vitória a Marrocos (por decisão administrativa), mas a federação senegalesa recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que deverá proferir a sua decisão no final de novembro.
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