Este Benfica assusta e aplicou promoção para golaços na Luz
O Benfica voltou a vencer o Gil Vicente nesta temporada, ainda que esta vitória, por 4-1, tenha valido o acesso à final four da Taça da Liga 2026/27, com uma partida diante do FC Porto a aguardar a equipa de Marco Silva nas meias-finais.
Lukebakio foi o melhor da partida, com dois golos bem conseguidos divididos entre as duas partes, com Durán a ser uma das surpresas, em primeiro lugar por ter jogado quando tudo apontava para que isso não fosse possível, e em segundo pelo bom nível que demonstrou em campo.
Sudakov parece estar também a voltar àquilo que mostrou e convenceu o Benfica a contratá-lo e Samuel Dahl, que foi adaptado à direita, teve alguns momentos de adaptação, mas conseguiu cumprir para manter a vantagem encarnada.
Ponto menos positivo do jogo acabou mesmo por ser a expulsão de Espigares, logo depois do quarto golo do Benfica, que deu que falar nas flash interviews após o apito final, com Luís Pinto a pedir o mesmo tratamento que foi dado a Jhon Durán para o atleta do Gil Vicente.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
É inaceitável quem disser que Dodi Lukebakio não foi a melhor parte deste encontro, que até teve muitos golos bonitos, mas o impacto que o internacional belga teve em campo foi estrondoso e deixou, mais uma vez, Marco Silva com dúvidas do que fazer, já que há muitos e bons jogadores para todas as posições, mas só podem jogar 11 de cada vez.
A nota artística do camisola 11 deu para criar uma ligação ainda mais forte com os adeptos do Estádio da Luz, ainda que não seja (pelo menos por enquanto) o preferido das alas do ataque encarnado.
Surpresa
De ter sido expulso e jogar a fazer uma exibição consistente e marcar. Jhon Durán foi o centro das atenções mesmo antes do encontro começar, devido à polémica decisão – por abrir um precedente para o futuro em Portugal – de o deixar ir a jogo, mas a verdade é que quis fazer o golo, ajudado pelos colegas que foram forçando os passes quando o encontro já estava resolvido, e esteve a um nível bastante bom para marcar o seu ‘território’ na hierarquia dos pontas de lança do Benfica.
Desilusão
Não fez um jogo horrível, mas acaba por ter uma abordagem sobre Rafa Silva, num momento em que o resultado final não ia ter implicações no vencedor da eliminatória. Antonio Espigares viu um cartão vermelho e levantou um debate que promete ser intenso nos próximos dias, caso não seja levantado o seu castigo, ainda que esta expulsão tenha mais ‘pernas para andar’ que a do avançado colombiano do Benfica.
Treinadores
Marco Silva
Começa a ser uma dor de cabeça constante ser treinador deste Benfica e, desta vez, não é pelos piores motivos. O técnico português colocou este plantel a jogar a um nível uníssono, em que, tal como dizia Jorge Jesus há uns anos, se não joga o António, joga o Manel, tal é a capacidade de rodar 11 jogadores e ficar com a qualidade ao mesmo tom. Esse é um bom problema para um treinador, e um que todos gostariam de ter a nível mundial.
Luís Pinto
É inegável que o Gil Vicente está pronto para dar o salto no panorama nacional, mas a verdade é que encontrou um ‘super Benfica’ pela frente, que não deu hipóteses com uma equipa secundária. No entanto, o galo de Barcelos tem bom futebol e bons intervenientes, capazes de dar dores de cabeça a qualquer equipa deste campeonato nacional, podendo almejar a voos mais altos no fim da temporada.
Arbitragem
José Bessa esteve coeso na forma como apitou este encontro no Estádio da Luz, mantendo o mesmo critério ao longo da partida, ainda que tenha tido mão leve para mostrar cartões amarelos na segunda parte. A nível geral, uma boa exibição.
Benfica joga bonito e canta de galo na Luz para marcar Clássico nas meias
O Benfica venceu o Gil Vicente, por 4-1, no encontro dos quartos de final da Taça da Liga, no Estádio da Luz, e carimbou o último lugar na final four da competição, onde tem Clássico marcado com o FC Porto nas meias finais.
Davide Rodrigues Araújo | 22:35 – 29/10/2026
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