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Miguel Maya e três administradores executivos vendem 7,7 milhões de ações do por cerca de 8,3 milhões

Miguel Maya e três administradores executivos vendem 7,7 milhões de ações do por cerca de 8,3 milhões

Quatro administradores executivos do BCP, incluindo o presidente executivo, Miguel Maya, e o administrador financeiro, Miguel Bragança, venderam 7,7 milhões de ações do banco, num valor total de cerca de 8,35 milhões de euros, segundo um comunicado enviado ao mercado esta sexta-feira.
De acordo com as notificações de transações de dirigentes, Miguel Maya vendeu três milhões de ações ao preço de 1,08399 euros, o que perfaz cerca de 3,25 milhões de euros. O CFO, Miguel Bragança, alienou 1,2 milhões de títulos a 1,08388 euros, num total de aproximadamente 1,3 milhões de euros.
Também João Nuno Palma, vice-presidente da Comissão Executiva, vendeu 1,5 milhões de ações a 1,08387 euros (cerca de 1,63 milhões de euros), e Maria José Campos, vogal da Comissão Executiva, vendeu dois milhões de ações a 1,08381 euros, ou seja, cerca de 2,17 milhões de euros. Todas as operações foram realizadas em Lisboa.
O banco esclarece, em comunicado, que, após estas operações, estes administradores mantêm, a título individual, uma posição em ações do BCP de valor superior a duas vezes a respetiva remuneração fixa anual bruta. Para este cálculo, são contabilizadas as ações já atribuídas, mas cuja entrega está diferida, nos termos da política de remuneração em vigor.
O BCP adianta que a Comissão Executiva consultou previamente o Conselho de Remunerações e Previdência, uma vez que a decisão de reduzir a exposição ao título resultou exclusivamente de os administradores considerarem imprudente, para si próprios e para o banco, que a ação BCP tivesse um peso excessivo nos seus patrimónios mobiliários individuais.
Segundo o comunicado, o Conselho de Remunerações e Previdência considerou legítimas as motivações apresentadas e recomendou que eventuais operações fossem realizadas nos 30 dias seguintes à apresentação pública de resultados, para garantir “máxima transparência” e evitar interpretações inadequadas sobre a motivação das vendas.
O banco sublinha que o entendimento assenta na necessidade de assegurar um alinhamento patrimonial relevante e continuado entre os interesses dos administradores executivos e os de longo prazo do banco, dos acionistas e dos restantes stakeholders, reconhecendo, ao mesmo tempo, a importância de uma adequada diversificação do património pessoal dos gestores, num quadro de transparência, previsibilidade e adequada perceção pelo mercado.
O BCP conclui que a atuação agora observada respeita “em tudo”, nos termos, na forma e no tempo, as recomendações do Conselho de Remunerações e Previdência.
As ações do banco caíram 2,49% para 1,08 euros.

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