Componentes automóveis abrem boas perspetivas para parcerias com alemães
A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis celebrado com a AEP – Associação Empresarial de Portugal, promoveram pela quinta edição consecutiva a participação nacional na IZB – International Suppliers Fair, que decorreu em Wolfsburg (Alemanha). A 13.ª edição da IZB realizou-se entre os dias 27 e 29 de outubro. Segundo a AFIA, “o saldo das empresas foi muito positivo, com reuniões com atuais clientes assim como potenciais novos clientes: construtores de automóveis e grandes empresas multinacionais fornecedoras de sistemas e equipamentos para automóveis”.
A IZB é a principal feira de negócios da Europa para os fabricantes para a indústria automóvel onde está representada toda a cadeia de valor da indústria automóvel e da mobilidade. É uma iniciativa e organização da Wolfsburg AG e da Volkswagen AG. A edição deste ano recebeu mais de 40 mil visitantes profissionais e que interagiram com os cerca de 860 expositores oriundos de 36 países.
No dia 27 de outubro, Madalena Fischer, Embaixadora de Portugal na Alemanha, acompanhada por Alexandre Ferreira (diretor da AFIA), Adão Ferreira (AFIA), Sandra Silva (AEP) e por Mariana Gomes (AICEP – Berlim) visitou as empresas portuguesas presentes no certame.
A participação coletiva promovida pela AFIA / AEP integrou 15 empresas e ocupou uma área de quase 200 metros quadrados: AHenriques – Elastomers; Bramp; Caetano Coatings;CR Moulds; Edaetech; Epalfer; ETMA Metal Parts; FEHST Componentes; Inapal Metal; Incompol; Maxiplás; MCG – Manuel da Conceição Graça; Microplásticos Group; Plastifa; Tecniforja. Participaram ainda mais cinco empresas: Carlom Têxteis / Sensara; Mecalbi; Pecol Automotive; Simoldes Plásticos; Soplast.
O tema da 13.ª edição da IZB foi ‘Powering Customer Driven Innovation – Speed. Quality. Partnership’, “destacando a importância das alianças estratégicas entre os construtores e as empresas fornecedoras e no qual as empresas portuguesas de componentes automóveis mostraram as suas mais recentes novidades e que procuram dar resposta à mobilidade do futuro”.
A próxima edição realizar-se-á em 2028, sendo que a AEP e a AFIA estão já a coordenar o pavilhão de Portugal. Estas entidades estão, em função da procura de participações para esta feira, a tentar alargar a área de exposição da representação Portuguesa para que mais empresas do sector possam participar.
A Indústria Portuguesa de Componentes Automóveis tem revelado um desempenho acima da produção automóvel na Europa, recorda a associação, apesar do período de grande incerteza que se vive na indústria. Entre 2019-2025 cresceu a uma taxa de 2,9% ao ano, o que compara com uma diminuição média anual de -3,6% da produção automóvel na Europa. “Esta performance evidencia, uma vez mais, a competitividade e resiliência da Indústria Portuguesa de Componentes Automóveis. Tal desempenho só é possível ser conseguido pela fiabilidade continuadamente demonstrada pela indústria junto dos clientes internacionais. Refira-se que 98% dos modelos automóveis produzidos na Europa têm pelo menos um componente fabricado em Portugal”.
Em termos de importância na economia nacional, as 360 empresas que integram a indústria de componentes automóveis, representam na sua totalidade 5,1% do PIB, 8,9% do emprego da indústria transformadora, 12,1% do valor acrescentado bruto da indústria transformadora, 14,7% do investimento da indústria transformadora e 15,3% das exportações nacionais de bens transacionáveis.
A AFIA, fundada em 1966, é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel. A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 360 empresas e emprega diretamente 61.700 pessoas. Fatura 14,3 mil milhões de euros (ano 2025), com uma quota de exportação direta na ordem dos 85%. Em termos de importância na economia nacional, representa 5,1% do PIB, 8,9% do emprego da indústria transformadora, 12,1% do valor acrescentado bruto da indústria transformadora, 14,7% do investimento total da indústria transformadora e 15,3% das exportações nacionais de bens transacionáveis.
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