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Marco Silva puxa por Benfica… e Rui Borges: “Sabe o que tem de fazer”

Marco Silva puxa por Benfica… e Rui Borges: “Sabe o que tem de fazer”

O Benfica deu, esta segunda-feira, por encerrada a décima jornada da I Liga, com uma vitória ‘arrancada a ferros’ sobre o Alverca, no Estádio da Luz, por 1-0, na sequência de uma grande penalidade conquistada por Claudio Echeverri e convertida por Vangelis Pavlidis, à passagem dos 51 minutos.
 
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Marco Silva não escondeu o desagrado para com uma exibição de “muito coração e pouco equilíbrio”, ainda que a mesma lhe tenha permitido manter-se na segunda posição da tabela, a cinco pontos do líder, o FC Porto (que levou a melhor sobre o Estoril, no Estádio do Dragão, por categóricos 4-0).
“Forçámos num corredor que estava fechado, contra uma equipa que defendia muito dentro da sua área. Faltou-nos, quando ligámos no Pavlidis, movimentos de rutura, mesmo com pouco espaços nas costas, mas não o fizemos, por isso, foi um jogo mais desinspirado da nossa equipa, e, depois, tentámos fazer tudo muito rápido”, lamentou.
“Ao intervalo queríamos um jogador mais criativo no meio-espaço, tirámos o [Gianluca] Prestianni da zona central, que estava muito congestionada. Queríamos dar-lhe largura e aproveitar os espaços que o Prestianni ia dar para outros jogadores, e foi nesse tipo de lance que ganhámos o penálti. Não tivemos muitas oportunidades para fazer o 2-0”, prosseguiu.
“O Alverca não teve mais oportunidades de golo além do golo anulado. É importante ganhar, neste tipo de jogos difícies, e torna-se muito importante não sofrermos. Hoje, o número de passes errados foi muito grande da nossa equipa. Deixo uma palavras aos adeptos, que puxaram pela equipa, mesmo quando sentiram que a equipa não estava no seu melhor”, completou.
“Echeverri com Prestianni? De certeza que não será pela altura…”
O momento-chave desta partida teve lugar ao intervalo, quando o sucessor de José Mourinho lançou Claudio Echeverri (que viria a ‘resgatar’ o penálti decisivo) para o lugar de Andreas Schjelderup. O argentino montou uma parceria com o compatriota Gianluca Prestianni que o próprio não descartou reutilizar, daqui em diante.
“De certeza que não será pela altura [que não irão coincidir], só se o Echeverri fosse central. Jogando naquela posição, não haverá problemas. O Claudio chegou mais tarde à equipa, tem crescido, e, hoje, deu o que a equipa precisava. Queremos que ele cresça fisicamente – não em altura – para fazer o que queremos sem bola”, refletiu.
“Hoje, esteve bem nos 45 minutos. Pensa como terceiro médio e faz aproximações muito fortes ao nosso avançado. Precisávamos de coisas diferentes ao intervalo, e ele conseguiu ter um bom impacto no jogo e ser decisivo”, completou, perante os jornalistas.
“Mando um abraço muito grande a Rui Borges”
A terminar, Marco Silva aproveitou a oportunidade para endereçar uma (curta) mensagem a Rui Borges, que, na véspera, fora demitido do comando técnico do Sporting, na sequência de um arranque de temporada desportiva de 2026/27 aquém das expetativas, abrindo, ao que tudo indica, caminho à chegada de Paulo Fonseca.
“Não vou comentar. Mando um abraço muito grande ao Rui. Ele sabe o que tem de fazer pela sua carreira, é uma pessoa inteligente. Nada mais”, rematou.
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