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Bolsas europeias disparam após vitória democrata nas midterms. PSI fecha a subir 1,82%

Bolsas europeias disparam após vitória democrata nas midterms. PSI fecha a subir 1,82%

O índice PSI encerrou a sessão desta quarta-feira em alta de 1,82%, fixando-se nos 9.391,57 pontos, acompanhando o forte otimismo que varreu as bolsas europeias após os resultados das eleições intercalares nos Estados Unidos, que deram uma vitória aos democratas no Congresso e no Senado.
Em Lisboa, o dia foi de ganhos generalizados, com destaque para a Corticeira Amorim, que liderou as subidas ao avançar 6,00% para 6,71 euros, seguida pela Jerónimo Martins, que valorizou 3,88% para 19,27 euros. O BCP  foi outro dos grandes impulsionadores, subindo 3,82% para 1,0880 euros, no dia em que o Goldman Sachs elevou o preço-alvo do banco liderado por Miguel Maya de 1,35 euros para 1,40 euros por ação, atribuindo-lhe a avaliação mais alta entre os mais de 20 analistas que contribuem para o consenso da Bloomberg, cuja média se situa nos 1,21 euros.
No sentido contrário, a sessão foi marcada por fortes desvalorizações nos CTT, que caíram 11,26% para 4,73 euros, após a empresa ter reportado uma queda nos lucros e revelado uma reavaliação de opções estratégicas. A Galp Energia também fechou em terreno negativo, recuando 0,80% para 19,85 euros. Após o mercado fechar saiu o anúncio da saída do CEO da EDP e da EDP Renováveis, um evento corporativo de relevo que ocorreu num dia de forte volatilidade setorial. Miguel Stilwell de Andrade vai deixar o cargo de presidente do Conselho de Administração Executivo (CEO) da EDP e da EDP Renováveis no final do atual mandato, que termina com a Assembleia Geral Anual de 2027.
O ambiente de “dia de celebração” nos mercados europeus, conforme descreveu o Millennium investment banking, na sua análise de fecho, refletiu a expectativa de que o governo dividido em Washington limite o risco político, uma dinâmica que, historicamente, os investidores tendem a favorecer.
O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,82%, enquanto o EuroStoxx 50 somou 1,97%, fechando nos 6.265,71 pontos.
Entre os principais índices europeus, o alemão DAX destacou-se com um salto de 2,22% para 26.437,67 pontos. O francês CAC 40 subiu 1,96% para 8.177,89 pontos, enquanto o britânico FTSE 100 valorizou 1,79% para 10.829,21 pontos. O italiano FTSE MIB registou um ganho de 2,18%, encerrando nos 51.031,02 pontos, e o espanhol IBEX 35 disparou 3,00% para 19.370,90 pontos.
No mercado de dívida soberana, as yields registaram descidas generalizadas. A yield da dívida alemã a 10 anos recuou 5,83 pontos base para 3,27%, enquanto a de Portugal no mesmo prazo caiu 8,71 pontos base para 3,68%. Em França, a taxa a 10 anos desceu 17,61 pontos base para 4,77%. Nos Estados Unidos, a yield a 10 anos recuou 6,18 pontos base para 4,90%.
O euro valoriza 0,38% para 1,1236 dólares.
No mercado de matérias-primas, o petróleo sofreu uma correção acentuada, aliviando as pressões inflacionistas. O West Texas Intermediate (WTI) desvalorizou 7,87% para 88,53 dólares por barril, enquanto o Brent caiu 8,44% para 94,86 dólares. O ouro, por sua vez, atuou como ativo de refúgio, subindo 3,45% para 4.076,40 dólares a onça.
Os resultados provisórios das eleições intercalares norte-americanas deram aos democratas o controlo da Câmara dos Representantes (231 lugares contra 139) e do Senado (54 contra 44). George Brown, economista sénior da Schroders, alertou que, embora o impasse político seja tradicionalmente bem recebido, o novo Congresso enfrentará um conflito em torno do teto da dívida, que deverá ser atingido em 2027. Segundo as estimativas da Schroders, um compromisso de última hora poderá aumentar o défice em cerca de 1% do PIB, levando os investidores a exigir um prémio de prazo mais elevado para manter obrigações do Tesouro de longo prazo.
Por outro lado, Thomas Mucha, estratega geopolítico da Wellington Management, mostrou-se cauteloso, afirmando que “esta vitória decisiva muda Washington, mas não creio que seja provável que altere fundamentalmente o rumo da política externa dos EUA”, mantendo-se o risco geopolítico.
No plano dos dados económicos, o relatório do ISM revelou que a atividade do setor de serviços dos EUA desceu de 54,9 em setembro para 54,5 em outubro, denotando um abrandamento ligeiramente superior ao esperado. O índice de preços pagos caiu para 73,0, embora os preços dos combustíveis e dos produtos de memória continuem a subir, sugerindo que a pressão sobre os custos persiste. O PMI final de serviços dos EUA fixou-se em 56,1, abaixo do valor flash de 57,9.
Na Zona Euro, a inflação preliminar de outubro situou-se nos 4%, em linha com o esperado, o que ajudou a atenuar os receios de uma maior agressividade na política monetária por parte do Banco Central Europeu.

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