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Frutos secos: produção de amêndoa sobe 40% e Portugal Nuts aponta novo recorde em 2026

Frutos secos: produção de amêndoa sobe 40% e Portugal Nuts aponta novo recorde em 2026

A produção nacional de amêndoa deverá atingir 114.900 toneladas com casca em 2026 (equivalente a cerca de 34.470 toneladas de miolo), um aumento de aproximadamente 40% face à campanha anterior. A previsão de nozes aponta para 13.000 toneladas, mais 7,7%. Os números constam do Balanço da Campanha de Frutos Secos 2026, divulgado esta terça-feira pela Portugal Nuts, Associação para a Promoção dos Frutos Secos.
Os dados foram compilados pela Demeter em parceria com a associação e confirmados pelos indicadores da plataforma NutsData, que cobre 19.448 hectares de associados.
Nesta amostra, a produção de amêndoa em miolo cresceu 70%, para 10.077 toneladas. A produtividade média subiu de 803 kg/ha para 1.363 kg/ha — um salto de 70% em relação a 2025, ano marcado por adversidades climáticas.
O crescimento é impulsionado pela entrada em produção de pomares jovens: 70% da área de amêndoa analisada tem cinco anos ou menos. A tendência aponta para novos máximos nas próximas campanhas.
O distrito de Beja concentra 48% da área de amêndoa dos associados, seguido de Évora e Castelo Branco. Beja e Évora juntos representam 74% das parcelas. Beja regista também a maior produtividade, com 1.511 kg de miolo por hectare (+82% face a 2025). Entre os concelhos com mais área destacam-se Beja, Évora e Idanha-a-Nova (único fora do Alentejo).
Na variedade, a Avijor/Lauranne ocupa 45% da área e representa 63% da produção em miolo, com crescimento de 118%. Avijor/Lauranne, Penta e Antoñeta ultrapassam os 1.400 kg/ha. A Produção Integrada cobre 69% da área e regista a maior produtividade (1.505 kg/ha, contra 991 kg/ha no convencional) e o maior crescimento (+76%).
“O Balanço da Campanha de Frutos Secos 2026 reflete a maturidade contínua do setor, o aumento da produção das áreas de pomares e as condições favoráveis observadas ao longo da campanha. Estes resultados confirmam aquilo em que sempre acreditámos: no potencial da fileira e na capacidade dos nossos produtores e empresas. Portugal pode e deve afirmar-se como um dos melhores produtores mundiais de frutos secos”, afirma Tiago Costa, presidente da Portugal Nuts.
Exportações em máximos históricos
As exportações nacionais de frutos secos (especialmente amêndoa e noz) superaram os 156 milhões de euros em 2025, mais 26 milhões do que em 2024, representando 6% do total das exportações de produtos vegetais. Pela primeira vez, a exportação de amêndoas sem casca ultrapassou a de amêndoas com casca, passando a representar 65% do valor. As nozes cresceram 50%, para 3,3 milhões de euros.
Portugal é o segundo maior produtor europeu de amêndoa e o quinto maior produtor de frutos secos na Europa.
A Portugal Nuts tem como missão a defesa e representação dos interesses dos produtores e processadores nacionais de frutos secos, com destaque para amêndoa, noz e pistácio.

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