Crise na habitação. Carneiro lamenta “intransigência” de Montenegro para nova lei do arrendamento
A reunião de Luís Montenegro com José Luís Carneiro terminou com críticas do secretário-geral do Partido Socialista (PS) às “intransigências” do primeiro-ministro sobre as propostas apresentadas pelos socialistas.
“Lamento, a intransigência do primeiro-ministro e do Governo quanto à possibilidade de começarmos a construir um processo a partir do zero para uma nova lei do arrendamento, tendo em vista dinamizar o mercado arrendamento, dar segurança aos proprietários e também proteção aos inquilinos”, afirmou aos jornalistas.
O secretário-geral do Partido Socialista foi recebido pelo primeiro-ministro para discutir a crise na habitação e lamentou também a indisponibilidade de Luís Montenegro “para deixar cair” as rendas moderadas até 2.300 euros.
“Era a outra condição que tínhamos colocado desde a primeira hora, com toda a transparência. Quem é que neste país pode pagar uma renda moderada de 2.300 euros quando o rendimento mediano anda na casa dos 1.040 euros”, questionou José Luís Carneiro.
O líder socialista salientou que quando duas pessoas no agregado familiar têm um rendimento de 2.100 euros, “é literalmente impossível” afirmar que uma renda moderada de 2.300 euros pode ser uma renda que os portugueses possam pagar.
“A realidade diz-nos o contrário. As experiências de vida que vamos conhecendo por todo o país dizem nos precisamente o contrário. E, portanto, foi também uma das questões que não teve, não mereceu o apoio”, sublinhou.
Após a audição com o Partido Socialista, o primeiro-ministro encontra-se agora reunido com o presidente do Chega, André Ventura. Os restantes partidos irão reunir esta sexta-feira, com outros membros do Governo, entre os quais o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, para analisar medidas para a habitação.
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