“Democracia joga-se no Parlamento e não na rua”, diz ministro da Defesa
O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou, esta quinta-feira, que a democracia jogava-se no Parlamento e não na rua. As declarações foram proferidas num momento em que ainda decorrem manifestações em prol da Habitação.
No discurso de abertura, durante audição a propósito do Orçamento do Estado para 2027, Nuno Melo disse que “não existe liberdade e democracia sem segurança e defesa”. “Essa é uma evidência para quem como nós democratas percebe que a democracia se joga aqui, não se joga na rua”, assegurou.
Segundo o ministro “este governo tem promovido uma valorização sem precedentes de militares e forças de segurança, começando pelas carreiras, uma significativa melhoria do quadro contributivo, mas também dando melhores meios para cumprir a missão”.
“É por isso que para 2027 se prossegue este caminho de modernização de infraestruturas, na modernização de equipamentos, uma maior capacidade operacional das forças armadas. Quando o mundo está perigoso e imprevisível, estamos a realizar o maior investimento em democracia”, frisou.
O ministério liderado por Nuno Melo vê a despesa total consolidada para a Defesa Nacional para o próximo ano com um valor de 3798,8 milhões, um crescimento de 1,4% face à estimativa para 2026.
Nuno Melo recordou que investimento deste nível só se pode comparar ao pós 25 de abril.
“No pós 25 de abril, 1975, 1976, 1977, houve investimentos superiores ao produto interno bruto para amortizar aquilo que foram capacidades adquiridas no Estado Novo. Portanto, o que tivemos no início da nossa democracia foi o pagamento de investimentos no Estado Novo”, disse o governante, acrescentando que o que o Governo da AD está a realizar “são investimentos em democracia de um governo que é totalmente diferente”.
No auge da Guerra Colonial (1961–1974) —, os gastos militares extraordinários e o orçamento da defesa representavam, em média, cerca de 3,1% do PIB anual.
O valor mais alto registado no século XX ocorreu em 1974 (ano do fim da ditadura), quando as despesas militares atingiram cerca de 7,4% do PIB (segundo dados do Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz de Estocolmo (Sipri).
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