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Reuniões? “Não tenho expectativa que tudo se resolva hoje”, admite Seguro

Reuniões? “Não tenho expectativa que tudo se resolva hoje”, admite Seguro

O Presidente da República, António José Seguro, manifestou expectativa de que se realizem mais reuniões sobre a habitação entre os partidos e o Governo, recusando que “tudo se resolva” hoje e voltando a saudar a existência de diálogo.
“Eu julgo que nós devemos esperar, devemos esperar pelo que vai acontecer quer na reunião de hoje, quer nas seguintes. Quer dizer, não tenho nenhuma expectativa que tudo hoje se resolva”, afirmou António José Seguro aos jornalistas em conferência de imprensa após o final da 30.ª Cimeira Ibero-Americana, na Galeria das Coleções Reais, em Madrid.
O chefe de Estado foi questionado sobre se a Presidência da República teve alguma intervenção na mudança de atitude da polícia nas manifestações pela habitação e respondeu: “A Presidência da República, e designadamente o Presidente da República, age quando deve, como deve, umas vezes com a discrição, outras vezes com a nota pública daquilo que está a fazer”.
“Para o Presidente da República o que é mais relevante é que, como ontem [quarta-feira] tive a oportunidade de sublinhar, os partidos e o Governo, o Governo e os partidos, estejam em condições e tenham disponibilidade para dialogar com o propósito de encontrarem soluções para resolver os problemas concretos das pessoas e, neste caso, da habitação”, sustentou.
Seguro recusou pronunciar-se sobre as críticas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que acusou o Governo de “instrumentalizar a ação policial” nos protestos pela habitação e “expor os operacionais no terreno a situações extremas”, lamentando a “intromissão política”.
Ainda sobre as reuniões acerca da habitação entre o Governo e o partidos, que começam hoje, Seguro reiterou que “não há nenhuma razão para que a democracia, os partidos e os líderes partidários não falem uns com os outros, o Governo com os partidos, os partidos entre si”.
“Nós devemos transformar isto, não numa raridade, mas no normal, porque é assim que as democracias adultas e consolidadas funcionam, porque a política tem uma função e os partidos exercem em concreto essa função, que é o de resolverem os problemas concretos das pessoas”, declarou.
“Isto parece uma coisa simples e é uma coisa simples, porque é que não se faz o mais simples na nossa democracia?”, questionou.

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