Nuno Amado e Miguel Maya continuam num novo mandato
Nuno Amado, presidente do Conselho de Administração, revelou que proposta dos órgãos sociais para e novo mandato será uma lista de “renovação e continuidade”. Mas nem Nuno Amado, nem Miguel Maya quiseram avançar detalhes, no que toca à “renovação” de administradores.
No entanto Nuno Amado avançou que a proposta mantém o Chairman e o CEO do BCP num novo mandato.
O mandato do Conselho de Administração do BCP liderado por Nuno Amado (Presidente do Conselho) e Miguel Maya (CEO), corresponde ao triénio/quadriénio 2022-2025. Portanto acabou no fim do ano passado.
BCP pede reforço da garantia pública do crédito à habitação
Sobre o crédito à habitação jovem, Miguel Maya revelou que o BCP pediu um reforço da quota de garantia pública para crédito à habitação para jovens até aos 35 anos.
“Já usámos, entre operações contratadas e em contratação, em grandes números, mil milhões de euros”, afirmou o banqueiro confirmando que já pediu ao Ministério das Finanças um reforço da quota, sem avançar, no entanto o valor em causa.
As operações contratadas ascendem a 1.000 milhões e o BCP já utilizou 80% da sua quota da garantia pública.
A quota inicialmente atribuída ao banco foi de 185,4 milhões de euros.
“O peso dos jovens na habitação própria e permanente é de 62%”, enalteceu o presidente executivo do banco, acrescentando que a garantia pública representou 25% da nova produção de crédito em 2025. E destes, 40% foram concedidos com garantia.
No BCP os jovens pesam 62% do crédito à habitação própria e permanente, na nova produção, disse o CEO, acrescentando que no crédito à habitação jovem, 40% dos jovens usam garantia.
A garantia pública representou 25% da nova produção de crédito à habitação em 2025.
Sem discutir as medidas macroprudenciais do Banco de Portugal, o CEO do BCP considera que esta medida de apoio dos jovens muito positiva, porque é uma medida que ajuda os jovens a comprar casa no início de vida e não agrava o risco para os bancos. Portanto é favorável à sua manutenção.
Para o CEO do BCP, a garantia do Estado “não resolve o problema da habitação” mas “resolve o problema dos jovens que querem constituir família”.
Paralelamente, e sobre o tema das moratórias a famílias e empresas das zonas afetadas pelas tempestades, o CEO do BCP defendeu um alargamento do prazo de aplicação e uma extensão da abrangência, porque não faz sentido a moratória não abranger o crédito ao consumo, disse.
BCP já aprovou mais de 700 moratórias a famílias e empresas das zonas afetadas pelas tempestades, correspondendo a mais de 100 milhões de euros de crédito que está ‘suspenso’, anunciou o banco esta quarta-feira.
Em relação às famílias, foram implementadas 383 moratórias no valor de 46 milhões de euros. Quanto às empresas foram concedidas 325 moratórias no valor de 56 milhões.
O banco já tem candidaturas no valor de 274 milhões de euros relativamente aos empréstimos através das linhas de garantia do Banco Português de Fomento.
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