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PSI brilha em fevereiro ao subir 7,1% e desde o início do ano já ganha 12,3%

PSI brilha em fevereiro ao subir 7,1% e desde o início do ano já ganha 12,3%

O PSI português regista forte desempenho em fevereiro de 2026, com um crescimento mensal robusto de 7,1%, fechando o mês nos 9.276,1 pontos. Este avanço representa uma clara exceção face ao comportamento mais moderado dos mercados internacionais, destacando a resiliência e o momentum positivo do mercado bolsista nacional.
Em fevereiro, o PSI superou largamente o MSCI World, índice global de referência, que avançou apenas 0,6% no mês.
A performance desde o inicio do ano do PSI também se destaca. Evolução do PSI é de 12,3%, refletindo uma trajetória tendencialmente crescente e com baixa volatilidade geral, apesar de uma interrupção temporária na segunda quinzena devido ao anúncio (e posterior reversão) de novas tarifas comerciais pelos EUA em relações com países europeus. Ainda assim fica muito acima da trajetória global
dos mercados internacionais. O (MSCI World) aumentou 2,9% desde o início do ano.
O mês foi marcado por um claro domínio de ganhos já que 15 das sociedades cotadas no PSI registaram valorizações, contra apenas uma com performance negativa.
O destaque vai para a NOS, que liderou com um ganho de 17,4%, seguida pela Mota-Engil (16,8%), Sonae SGPS (13,8%), REN (11,9%) e Jerónimo Martins (11,8%). Outras valorizações significativas incluíram Galp (8,9%), Navigator (7,6%), Ibersol (7,5%), Semapa (6%), Teixeira Duarte (5,4%), CTT (5%), EDP (4,6%), EDP Renováveis (4,4%) e Corticeira Amorim (1,9%).
A única cotada em queda em fevereiro foi o BCP com uma desvalorização de -2,5%.
A Maxyield anunciou ainda que há uma elevada volatilidade em títulos como Teixeira Duarte, Mota-Engil e CTT.
O PSI ultrapassou a barreira psicológica dos 9.000 pontos, que agora funciona como novo nível de suporte técnico. Esta fase expansionista do índice dura já 6 anos, tendo resistido ao bear market global de 2022 e ao observado nos EUA em abril de 2025.
No acumulado do ano, a dispersão é ampla: a NOS lidera com +28,3%, seguida pela Sonae (+25%), Galp (+24,5%), REN (+19,8%) e Ibersol (+15,7%). Entre as quebras, destacam-se Teixeira Duarte (-20,1%), CTT (-4%) e BCP (-0,5%).
O PER (preço/lucro) do universo PSI apresenta-se tendencialmente elevado, tendo duplicado nos últimos 12 meses devido ao rápido crescimento das cotações.
Esta situação levanta preocupações quanto a um possível sobreaquecimento ou formação de bolha, atraindo interesse de investidores em short selling. Posições de venda a descoberto acima de 0,5% do capital social concentram-se na Mota-Engil (3,81%), NOS (1,02%), Navigator (1,19%) e Altri (1,21%), maioritariamente constituídas em 2026, alerta a Maxyield.
O forte desempenho do PSI explica-se em grande parte pelo aumento significativo da liquidez na Euronext Lisboa: o valor médio diário transacionado subiu de 186,8 milhões de euros em janeiro para 224,8 milhões de euros em fevereiro (+20,3%), impulsionado por maior exposição de fundos nacionais e internacionais, bem como por não residentes atraídos pela valorização e perspetivas da época de dividendos.
O PSI Geral (que inclui o PSI e 15 small caps do segundo mercado) avançou 6,2% em fevereiro, refletindo em larga medida o comportamento do PSI principal, com destaques positivos em cotadas como Sonaecom, Toyota Caetano, Estoril Sol e Pharol.
Nos mercados internacionais, o mercado europeu cresceu 3,7% no mês, mas com sinais de desaceleração. Os índices norte-americanos apresentaram performance negativa, com o S&P 500 a cair -0,9% em fevereiro (acumulado desde o início do ano de apenas +0,5%). Os mercados asiáticos mostraram comportamento misto, enquanto o Japão destacou-se positivamente.
Em resumo, fevereiro de 2026 consolidou o PSI como um dos melhores desempenhos globais, sustentado por ganhos generalizados, maior liquidez e resiliência face ao contexto externo mais contido. Mas, os níveis elevados de valorização e do PER sugerem cautela quanto à sustentabilidade do ritmo atual, defende a Maxyield.

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