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AIE, FMI e Grupo Banco Mundial alertam para impacto global da guerra no Médio Oriente

AIE, FMI e Grupo Banco Mundial alertam para impacto global da guerra no Médio Oriente

Os líderes da Agência Internacional de Energia (AIE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial reuniram-se esta segunda-feira no âmbito do grupo de coordenação criado no início de abril para reforçar a resposta aos impactos energéticos e económicos da guerra no Médio Oriente.
No final do encontro, as instituições divulgaram um comunicado conjunto onde alertam que os efeitos do conflito são “substanciais, globais e altamente assimétricos”, afetando de forma desproporcional os países importadores de energia, especialmente os de baixo rendimento.
Segundo o comunicado, o choque provocado pela guerra levou a uma subida significativa dos preços do petróleo, gás e fertilizantes, aumentando as preocupações com a segurança alimentar e possíveis perdas de emprego. Ao mesmo tempo, alguns produtores de petróleo e gás no Médio Oriente enfrentam uma queda acentuada nas receitas de exportação.
As organizações destacam ainda que a situação permanece incerta, com o transporte marítimo através do estreito de Ormuz ainda longe da normalização. Mesmo após a retoma dos fluxos regulares, poderá demorar até que o abastecimento global de matérias-primas volte aos níveis anteriores ao conflito. Os preços dos combustíveis e fertilizantes poderão manter-se elevados por um período prolongado, em parte devido aos danos nas infraestruturas.
As perturbações nas cadeias de abastecimento deverão também causar escassez de matérias essenciais, com impacto em setores como a energia e a alimentação. Além disso, o conflito já provocou deslocações forçadas de populações, afetou o emprego e reduziu as viagens e o turismo, efeitos que poderão demorar a ser revertidos.
Durante a reunião, foram analisadas as avaliações mais recentes, antes da publicação, marcada para terça-feira, dos relatórios “Oil Market Report” da IEA e “World Economic Outlook” do FMI. As instituições discutiram ainda a situação dos países mais afetados e as medidas de resposta em curso.
As equipas técnicas estão a trabalhar em estreita colaboração, incluindo ao nível nacional, para apoiar os países com aconselhamento político adaptado e, no caso do FMI e do Banco Mundial, com apoio financeiro quando necessário.
As três organizações garantem que continuarão a monitorizar de perto a evolução da situação e a coordenar esforços com outras entidades internacionais, com o objetivo de promover uma recuperação resiliente que assegure estabilidade, crescimento económico e criação de emprego.

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