Países Baixos deve avançar com primeira fase de plano de crise energética
Os Países Baixos deve ativar esta segunda-feira a primeira fase de um plano de crise energética na segunda-feira, avançou a agência de notícias ANP, citando fontes governamentais, como referiu no passado fim-de-semana a agência noticiosa Reuters.
A ativação da primeira fase, salientou a Reuters, significa que os mercados de combustíveis estão distorcidos, sem escassez imediata. No âmbito deste plano os mercados energéticos serão monitorizados de perto, enquanto o governo e a indústria se preparam para uma situação pior. De acordo com a agência noticiosa o Governo dos Países Baixos deve avançar com medidas de isenções fiscais para quem possua automóveis mas não devem ser reduzidos os impostos sobre os combustíveis, como por exemplo já sucede em Portugal.
Após o início do conflito, em fevereiro, no Médio Oriente, entre Estados Unidos, Israel e Irão já foram vários os países que implementaram medidas que visam reduzir o impacto da subida no preço da energia.
A Austrália tem em vigor uma campanha que visa incentivar a população a reduzir o consumo de combustíveis de modo a assegurar o seu fornecimento. A Argentina permite um maior uso de bioetanol na gasolina. O Egipto permite um dia de trabalho, possui limites de viagens a funcionários públicos, encerramento da capital administrativa às 18h00 para desligar as luzes e os aparelhos eletrónicos, apelo à poupança de combustível, limitar a iluminação comercial e pública, fecho das lojas das 21h00 às 22h00 aos fins de semana, lançamento de campanha de sensibilização em universidades e institutos para poupar energia e melhorar a eficiência, e promoção do transporte público e exigir que as administrações governamentais reduzam o consumo de combustível.
A Índia limita o consumo de gás natural pela indústria, racionaliza a utilização comercial do Gás de Petróleo Liquefeito (GPL na sigla portuguesa), e o acelerar da implementação do gás natural canalizado para substituir o GPL.
A República Checa limita a compra de combustível, e tem um aumento dos preços das matrículas dos veículos estrangeiros. A Eslovénia limitou temporariamente as compras de combustível. A Espanha reduziu o imposto sobre o rendimento para remodelações, instalação de energia solar e medidas de eletrificação. A Polónia limitou os preços da gasolina e do gasóleo e reduziu o IVA sobre os combustíveis e diminuiu o imposto especial de consumo.
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