Livre exige audição urgente da CGD por depósito associado à indústria da defesa
O Livre deu entrada, esta segunda-feira, a um requerimento para realização, com caráter de urgência, de audição a Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, S.A., sobre o lançamento do depósito estruturado “Caixa +Defesa Abril 2028.
No requerimento, o partido aponta que “de acordo com a informação publicamente disponibilizada pela Caixa Geral de Depósitos, S.A., a instituição de capitais públicos lançou o novo depósito estruturado “Caixa +Defesa Abril 2028”, produto não mobilizável antecipadamente, com subscrição até 24 de abril de 2026, a partir de 2.000 EUR, e com remuneração indexada ao desempenho de um cabaz constituído por ações de três empresas multinacionais europeias com presença no setor da defesa, a saber: Leonardo SpA, ArcelorMittal SA e Siemens AG”.
“Este lançamento surge num contexto internacional particularmente grave, em que, apesar do cessar-fogo formal, continua a viver-se em Gaza uma situação de particular vulnerabilidade: devastação humana e material sem precedentes, com centenas de milhares de pessoas expostas à fome, ao deslocamento forçado, à destruição de casas, hospitais e escolas, e a um sofrimento civil massivo que não pode ser normalizado”, diz o Livre.
Para o partido “tendo em conta que o produto se destina a clientes não profissionais, que a remuneração adicional é apresentada em termos atrativos apesar da sua dependência de mercados voláteis, e que o cabaz integra empresas com exposição ao setor da defesa, não se compreende que a administração da CGD tenha avançado com o seu lançamento”.
Assim, o Livre entende ser “da maior importância que a administração da Caixa Geral de Depósitos preste esclarecimentos sobre a conceção, aprovação, objetivos e enquadramento do referido produto, pelo que requer, com caráter de urgência, a audição presencial do Senhor Presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, S.A”.
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