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Casa da Música responde a sindicato e lamenta pré-aviso de greve

Casa da Música responde a sindicato e lamenta pré-aviso de greve

A Fundação Casa da Música reagiu ao comunicado do Sindicato CENA-STE, manifestando respeito pelo direito à greve, mas lamentando o pré-aviso apresentado. Em nota divulgada esta segunda-feira, 4 de maio, o Conselho de Administração da instituição contesta a visão crítica do sindicato sobre o desempenho da Casa da Música e sublinha o reconhecimento público e institucional do seu trabalho.
Segundo o comunicado, a administração destaca que a atividade da Casa da Música tem sido amplamente valorizada por públicos, crítica especializada e parceiros nacionais e internacionais, consolidando a sua posição como referência no panorama cultural e educativo.
O ponto central da divergência prende-se com o novo Modelo de Carreiras implementado pela instituição. A administração afirma que este modelo resulta de um processo prolongado de análise interna e foi apresentado tanto ao sindicato como à Comissão de Trabalhadores. Apesar das críticas, garante que permanece disponível para negociar ajustamentos, assegurando que existem canais abertos de diálogo.
A direção da fundação sustenta que o modelo visa responder a reivindicações antigas dos trabalhadores, nomeadamente no que diz respeito à estruturação de carreiras, correção de assimetrias e criação de mecanismos de progressão mais transparentes e equitativos. Este enquadramento surge também alinhado com recomendações de um relatório independente de 2023, que identificava a sustentabilidade financeira como prioridade estratégica.
Em termos concretos, a administração da Casa da Música aponta que a implementação do modelo se traduziu no maior aumento salarial da história da instituição, com uma subida média global de 5,1%. De acordo com o comunicado, a maioria dos trabalhadores registou aumentos superiores a 100 euros, com especial incidência nas carreiras técnicas.
A Casa da Música defende que este esforço representa um equilíbrio entre valorização profissional e responsabilidade financeira, reiterando o compromisso com a sua missão cultural e educativa.
Apesar da tensão com o sindicato, o Conselho de Administração afirma manter abertura para um “diálogo construtivo”, numa altura em que o clima laboral na instituição permanece sob escrutínio.

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