Rali de Portugal, José Pedro Fontes: “As segundas passagens serão o maior desafio”
José Pedro Fontes é outro dos nomes que vai estar na luta pelos primeiros lugares no CPR. Mas o desafio, este ano, poderá ser mais exigente, pois enfrentar o Rali de Portugal com um carro novo nunca é fácil. No entanto, o otimismo do homem da Sports&You é evidente.
O Rali de Portugal é sempre encarado com muito respeito por todos os participantes. O ambiente é fantástico, o público caloroso e a meteorologia costuma ajudar. Mas, por outro lado, a exigência e a dureza dos troços portugueses tendem a causar dores de cabeça. Portugal é o primeiro verdadeiro teste em terra para pilotos e máquinas. E, claro, para uma máquina nova, ainda a dar os primeiros passos, este tipo de desafio pode revelar-se demasiado exigente. O Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale vai ter o seu primeiro teste de fogo em troços de terra, mas José Pedro Fontes não parece muito preocupado.
Em declarações ao AutoSport, Fontes explicou que o trabalho de desenvolvimento do carro tem sido feito em estreita colaboração com a equipa oficial, que já festejou dois triunfos no asfalto.
“Há uma relação permanente entre nós e a equipa de desenvolvimento. Já na Aboboreira fomos partilhando todas as sensações que tivemos. O nosso engenheiro-chefe fez parte da equipa que esteve em Monte Carlo. Fomos nós que, logisticamente, organizámos também os testes e essa partilha teve um aspeto positivo: o feedback, tanto o meu como o do Nicolay [Gryazin] e o do Yohan [Rossel], foi idêntico. Isso permite-nos saber onde estamos bem, onde temos de melhorar e ter, neste momento, bem claro o que temos de fazer, assim como os problemas que podemos vir a ter no Rali de Portugal. As segundas passagens serão o maior desafio, mas faz parte de carros em desenvolvimento.”
Sendo o primeiro grande teste em terra, o novo Lancia terá de provar o que é capaz. Mas, se for competitivo e conseguir lutar pela vitória, ou até mesmo vencer, o cenário competitivo nos Rally2 pode mudar drasticamente:
“Acho que, se o Lancia ganhar aqui, vai assumir-se claramente como a referência dos Rally2. No asfalto estiveram quase imbatíveis e, se chegarem cá e ganharem o primeiro rali de terra contra marcas como a Skoda e a Toyota, o carro vai afirmar-se como uma referência.”
Para chegar ao sucesso neste rali, Fontes sabe qual é a receita. O mais difícil será aplicá-la a partir de hoje, mas o plano parece bem delineado:
“É um rali que, digo agora aqui sem capacete posto, tem de ser feito com inteligência. Inteligência porquê? Porque é um rali muito duro, porque vamos apanhar condições que não é normal apanharmos. Temos de fugir dos problemas que vamos encontrar, porque a estrada vai estar muito degradada. É difícil terminar o rali, mesmo com cuidado, e para nós é fundamental acabar esta fase de dois ralis próximos dos primeiros.”
O foco de Fontes está em evitar grandes perdas pontuais nos ralis de terra e apostar na valia do novo carro nos ralis de asfalto, onde se tem revelado muito competitivo:
“Vêm três ralis de asfalto a seguir e nós acreditamos que, com este carro, podemos tentar fazer a diferença, para quando voltarmos à terra estarmos numa posição diferente da que tivemos nos últimos anos, em que tínhamos sempre uma fase de terra e depois íamos atrás do prejuízo até ao final.”
O desejo de Fontes para este rali é simples: fugir aos problemas e tentar repetir o triunfo:
“Aqui vamos tentar fugir dos problemas para que a fiabilidade do carro, sendo novo, não nos afete. Vamos tentar também evitar furos e gostaria muito de repetir aqui a vitória de 2024. Se isso fosse possível, era ótimo para o campeonato.”
Foto: Aifa
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