Rali de Portugal, Armindo Araújo: “Temos de olhar muito para a gestão do material”
Depois de ontem os pilotos terem cumprido os primeiros quilómetros no shakedown, hoje preparam-se para o arranque do Rali de Portugal, sexta ronda do WRC e segunda jornada do CPR. Armindo Araújo é um dos favoritos ao triunfo no CPR e quer voltar a ser o melhor português em prova, feito que pretende alcançar pela 15.ª vez, usando para isso toda a sua experiência.
Armindo é um piloto que privilegia a estratégia em detrimento do ataque total. Sabe que, para vencer, é preciso terminar e, para terminar, por vezes é necessário gerir andamentos e a máquina, atacando nos momentos decisivos que podem fazer pender a balança para o seu lado. No Rali de Portugal, esta estratégia, que se tem revelado vencedora em muitas ocasiões, mostra-se ainda mais adequada.
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Em declarações ao AutoSport, Armindo falou dos desafios da prova e do plano delineado para alcançar os objetivos:
“Uma prova do Mundial exige uma estratégia diferente de uma prova nacional. É uma prova de endurance e não um sprint. Temos de saber gerir muito bem o nosso carro durante três dias de prova bastante duros. Temos duas missões: a primeira é vencer para o Campeonato Nacional até ao final de sexta-feira. Gostava muito de vencer e vou fazer tudo por isso. Depois, o segundo grande objetivo, e um dos principais da época, é lutarmos para sermos, pela 15.ª vez, os melhores portuguêses em prova, e é isso que vamos tentar fazer até ao final da tarde de domingo.”
Confrontado com a exigência dos primeiros dias, Armindo Araújo explicou qual a questão mais crítica nesta prova. O piloto de Santo Tirso encara a sexta-feira com cautela, num dia sem assistência, que exige uma boa gestão do andamento:
“A prova é dura, mas bastante interessante em termos desportivos. Sabemos que um dos grandes desafios surge logo nos dois primeiros dias, principalmente na sexta-feira, com um dia longo, sem assistência. Teremos apenas assistência remota. Não podemos ter nenhum problema de maior durante todo o dia. Temos de olhar muito para a gestão do material e não entrar em ataques loucos que nos possam comprometer a mecânica.”
Os desafios serão iguais para todos, mas as armas para os enfrentar serão diferentes. Armindo Araújo considera que os homens dos Rally1 têm máquinas capazes de atacar durante os três dias, sem necessidade de gerir demasiado o ritmo. No caso dos Rally2, o cenário é diferente:
“Acho que na frente do pelotão não poupam. Eles atacam todos os troços do princípio ao fim. São carros muito bem preparados, carros do Mundial, que lhes permitem fazer uma prova de 400 km sempre ao ataque. Nós, no WRC2, que fazemos campeonatos nacionais, temos de gerir mais. Portanto, acredito que o grupo da frente vai dar um grande espetáculo do primeiro ao último quilómetro.”
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