Efacec investe 34,5 milhões para transformar infraestrutura elétrica global
A Efacec anunciou um investimento de 34,5 milhões de euros no âmbito da Agenda Mobilizadora Aliança para a Transição Energética (ATE), reforçando a sua aposta no desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis para os setores da energia e mobilidade. Deste montante, 13,4 milhões de euros são cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A empresa portuguesa pretende acelerar a modernização das infraestruturas elétricas através da inovação tecnológica nacional, digitalização e implementação de princípios de economia circular, consolidando a sua posição como referência internacional em soluções energéticas, revela a empresa portuguesa que é referência nas áreas de transformadores, aparelhagem, automação, subestações, soluções de mobilidade elétrica e sistemas de transporte.
Entre os principais eixos de investimento está o desenvolvimento de redes elétricas inteligentes, consideradas essenciais para responder ao crescimento da produção de energia renovável.
A Efacec anuncia que está a desenvolver novos equipamentos de Proteção, Automação e Controlo (PAC), incluindo dispositivos eletrónicos inteligentes para subestações digitais, capazes de aumentar a estabilidade e resiliência das redes elétricas.
A empresa aposta ainda em plataformas avançadas de gestão de redes elétricas e ativos renováveis, recorrendo a análise em tempo real e operação preditiva para otimizar o desempenho das infraestruturas energéticas.
Outro destaque passa pela criação de aparelhagem de média tensão livre do gás SF6 — um dos gases com maior impacto ambiental — recorrendo a isolamento avançado e sensores inteligentes para distribuição elétrica de 24 kV e 36 kV.
Transformadores mais sustentáveis e aposta na economia circular
Na área dos transformadores, a Efacec está a desenvolver uma nova geração de transformadores tipo Shell para aplicações de alta tensão e grande potência, incorporando sistemas de arrefecimento inovadores e soluções construtivas mais eficientes, segundo explica a empresa detida pelo fundo alemão Mutares que comprou a empresa do Porto ao Estado português em novembro de 2023.
A empresa está também a criar transformadores de distribuição especialmente adaptados à produção de energia renovável intermitente, como solar e eólica, utilizando novos materiais e sistemas de arrefecimento otimizados para garantir maior eficiência e segurança no fornecimento elétrico.
No campo da economia circular, a Efacec avança com a implementação do Passaporte Digital de Produto, ferramenta que permitirá assegurar a rastreabilidade dos equipamentos ao longo do seu ciclo de vida, promovendo a reutilização de materiais e o prolongamento da durabilidade dos produtos.
A Efacec explica que a mobilidade elétrica continua igualmente no centro da estratégia da empresa, com o lançamento de carregadores ultrarrápidos de 400 kW e hubs de carregamento distribuído de 1,6 MW, preparados para responder às necessidades de grandes operadores e frotas internacionais.
A nova versão da plataforma de gestão da Efacec integra funcionalidades como gestão avançada de carga, gestão de frotas, plug-and-charge e monitorização de ativos, reforçando o posicionamento da empresa entre os fornecedores mais avançados de infraestrutura de carregamento na Europa.
Para suportar esta evolução tecnológica, a empresa está também a modernizar as suas unidades fabris com soluções de Indústria 4.0, incluindo Digital Twins e sistemas de monitorização em tempo real, aumentando a eficiência produtiva e a competitividade internacional.
“A Agenda ATE é o motor que projeta a Efacec na vanguarda tecnológica, moldando o futuro da energia com soluções ‘Made in Portugal’ que respondem aos desafios mundiais da descarbonização e da eficiência energética”, afirma Miguel Pereira Gomes (Diretor de Tecnologia do Grupo Efacec e Presidente da Associação – ATE).
A Agenda ATE conta com um financiamento global de 254 milhões de euros, dos quais 153 milhões são provenientes do PRR e da União Europeia, tendo como objetivo reforçar a competitividade e resiliência do setor energético português.
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