A carregar agora

Ministra do Trabalho acusa UGT de não ter cedido “em nenhum ponto”

Ministra do Trabalho acusa UGT de não ter cedido “em nenhum ponto”

A ministra do Trabalho responsabilizou hoje a UGT pela inexistência de um acordo na Concertação Social sobre a reforma laboral, acusando a central sindical de ter sido intransigente e de não ter cedido “em nenhum ponto”.
No final da reunião, que terminou sem acordo do Governo com as confederações patronais e sindicais para rever a legislação laboral, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, disse que o Governo fez várias cedências ao longo do processo negocial, que outros parceiros o fizeram, mas que um deles foi intransigente.
“A UGT é que negociou connosco e com as confederações patronais e não cedeu em nenhum ponto, por isso, é que não fizemos acordo”, disse.
Num primeiro momento, na intervenção inicial aos jornalistas, não disse a quem se referia, mas, em resposta às perguntas dos jornalistas, disse que era à “UGT que naturalmente” se referia.
“Infelizmente um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente e, portanto, não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo que desejávamos”, começou por dizer.
A ministra do Trabalho afirmou que “o Governo esteve sempre de boa fé nesta negociação, tentou ao máximo levá-la a bom porto, fez inúmeras cedências, aliás, como outros parceiros também fizeram e “não houve matérias – designadamente nenhuma das ‘linhas vermelhas’ de que se falou – em que o Governo não tivesse cedido”.
Palma Ramalho afirmou que, noutros dossiês, a Concertação Social “correu bem” e “teve bons resultados” e reafirmou a intenção de apresentar uma proposta de lei no parlamento.
Tal como a ministra do Trabalho, também o líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, considerou que foi a posição da UGT que ditou a inexistência de um acordo.

Share this content:

Publicar comentário