Gestão da ‘cloud’ soberana dividida entre Infraestruturas e Reforma do Estado, diz Pinto Luz
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou hoje que a infraestrutura da ‘cloud’ soberana será garantida pelo seu ministério e a gestão do ‘software’ pela Reforma do Estado.
“Quem vai gerir do ponto de vista quotidiano aquilo que é a utilização dessa infraestrutura é a modernização, a digitalização, e portanto, fica muito claro esta posição dentro do Governo, alguém que tem o ‘hardware’, a infraestrutura, e a outra tutela que tem o ‘software’”, disse o ministro.
O governante falava durante o último dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que decorreu no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote “A Europa na Era Digital – O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação”.
Pinto Luz assumiu também que a IP Telecom será a empresa que irá gerir a infraestrutura da ‘cloud’ soberana, e que vai “oferecer serviços essencialmente ao Estado, mas também a PME (pequenas e média empresas)”.
O governante afirmou também ter a conclusão da ‘cloud’ soberana concluída em 2030 e começar a ter uma “poupança de mais de 30 milhões de euros”.
“Temos os investimentos garantidos do lado da IP Telecom, mas também do lado tudo o que são investimentos de migração das atuais ‘clouds’ que os vários organismos do Estado utilizam, tudo para a ‘cloud’ soberana a partir de 2030”, reiterou o ministro.
Pinto Luz, todavia, relembra que o interesse do investimento na ‘cloud’ soberana não é puramente financeiro, abrangendo também as aéreas de segurança e soberania.
“Não procuramos na ‘cloud’ soberana somente ganhos financeiros, procuramos naturalmente também segurança, soberania, sob os dados que são críticos do ponto de vista da gestão de um Estado de Direito e de uma nação independente”, asseverou.
O ministro que tutela as infraestruturas referiu também que “Portugal não está para vender ao desbarato”, classificando como um destino importante e com enorme procura para a instalação de ‘data centers’ (centros de dados).
“Portugal é um destino importante, tem uma enorme procura, mais de 40 pedidos de instalação de ‘data centers’ hoje, de grande dimensão, de pequena dimensão, de capacidade mais fina”, afirmou.
“Mas nós estamos à procura daqueles que queiram, em conjunto com o país, fazer esse compromisso com as universidades, deixando a economia também fervilhar”, acrescentou.
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