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O feito à mão em Portugal brilha na Lisbon Design Week

O feito à mão em Portugal brilha na Lisbon Design Week

Não haverá aqui um paradoxo? O título salienta o feito à mão em Portugal – sinónimo de herança, talento e tradição – e logo a entrada baralha falando em práticas experimentais e tecnologia à mistura com o tal saber-fazer. De 27 a 31 de maio, a Lisbon Design Week 2026 (LDW) não só destaca o feito à mão, como também coloca a tónica no design virado ao futuro, onde tecnologia e novos materiais andam de mão dada.
Assim, escolhemos destacar a exposição âncora “Design Feito à Mão”, no Arquivo Aires Mateus, com curadoria de André Matos, Vasco Águas e Astrid Suzano, que explora a relação entre artesanato e design contemporâneo partindo de um objeto que nos acompanha desde tempos imemoriais: a jarra. A par das possibilidades da tecnologia em diálogo com novos materiais. Falamos na impressão 3D, por exemplo, que nos mostra caminhos tão diversos como os utilizados nos acessórios da marca portuguesa Porventura ou na investigação da Spectroom em torno do design regenerativo.
Uma novidade incontornável nesta 4.ª edição da LDW é a secção “Spotlight”, espécie de cápsula temporal e criativa de um designer. Serão 10, no total, e a ideia é mostrar obras de diferentes coleções ou períodos da carreira do designer, para o público se inteirar da sua evolução, abordagem e temas centrais. Diogo Amaro, ME Lisboa; Graça Pereira Coutinho, A sua Clique; Vasco Fragoso Mendes – O Lisbonaire; Noé Duchaufour-Lawrance, Made in Situ; e Natasza Grzeskiewicz & Tomás Fernandes, Further Ther são alguns dos designers envolvidos neste primeiro “Spotlight”.
Sempre em evolução
A open call “Young Design Generation” (YDG), pilar da parceria estratégica com o MUDE – Museu do Design dedicada a apoiar designers com menos de 35 anos, que conta, ainda, com o apoio do novobanco, parceiro da Lisbon Design Week desde a sua criação, é outro dos motores da LDW. A sua visibilidade tem vindo em crescendo, mas, nesta edição, algo mais vai acontecer. O sangue novo precisa de nutrientes, por isso, além da exposição dos 20 finalistas da YDG no MUDE, que abre portas a 27 de maio, também será selecionada uma obra para integrar a coleção do MUDE e um dos designers participantes receberá um programa de mentoria.
O futuro desenha-se em todas as edições, daí que a presença na ARCOLisboa seja outro passo relevante na afirmação da LDW no ecossistema criativo português. Logo à entrada da feira de arte, na Cordoaria Nacional, em Belém, encontrará o LDW Lounge. Não é um espaço expositivo, antes um local de encontro, de troca de ideias, e um ambiente para ser vivido, com a assinatura de Joana Astolfi. Tudo ‘detalhes’ que ilustram como a ambição da Lisbon Design Week, de se afirmar como dínamo promotor do design contemporâneo em Portugal, veio para ficar.

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