Mercados animam-se com desenvolvimentos no Médio Oriente
A semana começou positiva para os principais mercados europeus. Apesar de Wall Street estar fechado, devido ao feriado Memorial Day, os desenvolvimentos no conflito do Médio Oriente estiveram na mira dos investidores e acabaram por animá-los.
As declarações de sábado ecoaram nos mercados na sessão de segunda-feira, depois de o presidente norte-americano ter avançado que Washington e Irão estavam perto de ter um entendimento sobre o acordo de paz. Estas declarações colocaram o barril de petróleo a descer na primeira sessão da semana, com o Brent a cair mais de 5%.
Para esta semana os analistas do Bankinter afirmam que “os três fatores principais determinantes do mercado (geoestratégia, resultados empresariais e macro) evoluem melhor do que o esperado, proporcionando um sólido apoio às bolsas, e isso torna improvável uma realização de lucros relevante”.
“Em primeiro lugar, o risco geoestratégico parece um pouco inferior, a julgar pela abordagem menos agressiva entre o Irão e os EUA, percebendo-se o desejo de uma desescalada por parte de ambos. A situação provavelmente estancar-se-á durante tempo indeterminado, mas o seu agravamento parece pouco provável”, referem.
Já os resultados corporativos “são simplesmente brilhantes: lucros +29% nos EUA e +12% na UE vs. +14,4% e +4% estimado, respetivamente. E os lucros determinam as bolsas a longo prazo. Em terceiro lugar, a macro que se publica parece menos deteriorada do que se temia, no que diz respeito ao ciclo económico. E o aumento da inflação, até quase +4% nos EUA e um pouco superior a +3% na Europa, parece digerido”.
Para esta semana o protagonista é o deflator do consumo (PCE) americano, que vai ser conhecido na quinta-feira, sendo esperado que aumente até 3,9%.
Já esta terça-feira vai ser conhecida a confiança do consumidor nos Estados Unidos.
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