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Marco Rubio admite que acordo com Irão “pode levar dias”

Marco Rubio admite que acordo com Irão “pode levar dias”

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, admitiu esta terça-feira que um possível acordo com o Irão pode “levar alguns dias”, depois de reportados ataques por parte dos Estados Unidos contra alvos iranianos.
O governante norte-americano, em declarações à imprensa, na deslocação que está a efetuar à Índia, transcritas pela Reuters, falando sobre os ataques, voltou a mostrar as ambições norte-americanas de abertura do Estreito de Ormuz, ao afirmar que este local tinha de ser aberto “de uma forma ou de outra”.
Marco Rubio reforçou que “os estreitos precisam de estar abertos, vão estar abertos de uma forma ou de outra, por isso precisam de estar abertos”.
Isto surge numa altura em que Israel também confirmou um aumento da ofensiva no Líbano.
Na segunda-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que iria aumentar a intensidade da ofensiva militar no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah. “Não estamos a abrandar o ritmo. Pelo contrário, pedi aceleração”, disse o governante, numa declaração em vídeo nas redes sociais, na qual acrescentou: “Intensificaremos os ataques, aumentaremos a sua potência e esmagaremos o Hezbollah”.
O exército israelita durante a madrugada desta terça-feira disse que destruiu mais de 70 infraestruturas do movimento islamita pró iraniano Hezbollah no Líbano, como resultado de ataques em várias zonas do país vizinho.
Possibilidade de acordo fez petróleo cair mais de 5%
No fim-de-semana tinha sido reportado a possibilidade de os Estados Unidos e o Irão chegarem a um acordo, levando a que o preço do petróleo, na segunda-feira, caísse mais de 5%, apesar de nenhuma das partes ter confirmado qualquer tipo de acordo.
Na segunda-feira o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, citado pela imprensa, na deslocação que efetuou a Nova Deli, salientava que os Estados Unidos iriam dar prioridade à via diplomática antes de explorarem “alternativas”.
Marco Rubio esclareceu que existia “algo bastante sólido em cima da mesa em termos da sua capacidade de abrir o Estreito de Ormuz, conseguir que o Estreito (de Ormuz) seja aberto, entrar numa negociação muito real, significativa e com um prazo determinado sobre a questão nuclear”, referindo que a expetativa norte-americana era a de que se pudesse “concretizar”.
Já o presidente norte-americano, Donald Trump, na rede social Truth Social, referia na segunda-feira, que o acordo será “ótimo e significativo” ou caso não fosse “não haveria” acordo nenhum.
Do lado iraniano o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, em conferência de imprensa, admitiu na segunda-feira, que apesar de se ter chegado a um conclusão sobre muitos temas isso “não significava que estejamos perto de assinar um acordo”.
De acordo com a Reuters esse memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão estaria assente em 14 pontos, entre os quais: o fim da guerra e do bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz, se existisse a garantia por parte do Irão de trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz.
Esmaeil Baghaei disse ainda que as negociações que decorrem com o lado norte-americano não incluem a questão nuclear, salientando que o tema deve ser negociado ao longo de 60 dias, caso seja dada luz verde a este memorando de entendimento.
Durante o fim-de-semana Donald Trump esclareceu que as negociações que decorriam com o Irão continuavam a correr bem com vista à assinatura de um acordo “de princípio”, mas que até que isso acontecesse iria ser mantido o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
“As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva”, disse Donald Trump na sua plataforma Truth Social, advertindo contra precipitações.
“Informei os meus representantes para não se apressarem a fechar um acordo, pois o tempo está do nosso lado”, escreveu o governante norte-americano.
Assim, Donald Trump assegurou que o bloqueio dos Estados Unidos no perímetro de Ormuz, em retaliação ao bloqueio do Estreito por Teerão, “permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”.
“Ambos os lados precisam de ir com calma e fazê-lo bem. Não pode haver erros”, acrescentou Donald Trump.

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