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Fnac Darty amplia prejuízo para -82 milhões apesar de melhoria operacional

Fnac Darty amplia prejuízo para -82 milhões apesar de melhoria operacional

A Fnac Darty apresentou esta segunda-feira a evolução das suas contas relativas ao primeiro semestre de 2026, revelando uma trajetória assimétrica: enquanto os indicadores operacionais melhoraram, o resultado líquido ampliou o prejuízo para -82 milhões de euros, comparativamente aos -66 milhões registados no mesmo período de 2025.
Esta evolução negativa de -16 milhões de euros contrasta com os restantes vetores financeiros do Grupo, que apresentaram uma dinâmica positiva ao longo dos últimos seis meses.
Do lado operacional, a Fnac Darty registou progressos com as receitas a cresceram +0,6% em base comparável (LFL), atingindo 4.457 milhões de euros; a taxa de margem bruta subiu 40 pontos base, fixando-se nos 29,0%; o resultado operacional corrente melhorou 10%, passando de -38 milhões para -34 milhões de euros; e o EBITDA corrente aumentou em 4 milhões, para os 197 milhões de euros.
Mas a evolução do resultado líquido reflete o impacto de rubricas não operacionais, nomeadamente o agravamento dos custos financeiros líquidos e os efeitos da aplicação da norma IFRS 16 (que totalizou 151 milhões de euros em depreciações e amortizações no semestre). Estes fatores pressionaram o bottom line do Grupo, que não acompanhou a trajetória ascendente verificada ao nível do core business.
Perspetivas para o segundo semestre
Apesar do agravamento do resultado líquido, a administração mantém-se confiante. O CEO Enrique Martinez destacou a “mobilização excecional das equipas” durante as ondas de calor e a resiliência do modelo omnicanal, com o e-commerce a crescer 4,2% (onde o Click & Collect já representa metade das vendas online).
A Fnac Darty confirmou as perspetivas para o exercício de 2026, esperando uma recuperação mais expressiva no segundo semestre, tradicionalmente mais forte em termos de rentabilidade. Paralelamente, decorre a OPA do EP Group (lançada a 12 de maio), cuja conclusão está prevista ainda para o segundo semestre, o que poderá introduzir novos vetores de evolução nos resultados futuros.
A FNAC lembra que a Standard & Poor’s reviu em alta as perspetivas da Fnac Darty para “Positivas”, mantendo o rating BB+. Este upgrade reflete a melhoria da geração de caixa operacional (free cash-flow excluindo IFRS 16 melhorou de -878 para -793 milhões de euros) e a resiliência do modelo de serviços, que continua a ganhar peso no mix de vendas, salienta a empresa francesa.

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