PSI fecha em queda em linha com Europa numa sessão em que a Altri tomba mais de 5%
A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta terça-feira, numa sessão de perdas para a maioria das praças europeias, devido aos novos confrontos no estreito de Ormuz a colocarem em causa o entendimento entre EUA e Irão.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,31% para 9.195,51 pontos, com 10 dos seus 16 títulos em perdas.
A Altri liderou as perdas ao recuar -5,92% para 4,930 euros; os CTT idem a perder -3,90% para 6,15 euros; e a Ibersol caiu -1,02% para 11,68 euros.
“Em Portugal, a Altri e os CTT destacaram dividendo, o que teve um impacto negativo no PSI”, refere a análise da MTrader.
Em alta fecharam cinco cotadas. A liderança coube à Galp que avançou +1,69% para 19,27 euros, devido à subida do preço do petróleo.
Em alta fechou ainda a Teixeira Duarte (+1,01% para 0,4490 euros); a Mota-Engil que subiu +0,92% para 4,846 euros; a Semapa que avançou +0,43% para 23,50 euros; e a EDP que subiu +0,05% para 4,444 euros.
Todas as outras cotadas (exceto a REN que se manteve inalterada) caíram abaixo de 1%.
Velho continente recua enquanto Wall Street atinge novos máximos
“As bolsas europeias viveram uma sessão de correção, marcadas por ataques dos EUA e Israel a navios e outros alvos no Irão, diminuindo o otimismo em relação a um possível acordo de paz”, destacam os analistas da MTrader.
De acordo com fontes norte-americanas, embarcações iranianas estariam a tentar colocar minas no Estreito de Ormuz, uma rota crítica para o transporte global de energia.
No exterior, a Ferrari tombou após mostrar o seu primeiro veículo elétrico, que dececionou o mercado. Já a Nokia liderou os ganhos no Stoxx 600. Isto num dia em que, em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq 100 atingiram o valor mais elevado de sempre, com o setor espacial entusiasmado com a preparação do IPO da SpaceX e o ligado à indústria de semicondutores e data centers muito animado, referem os analistas.
O Stoxx 600 caiu 0,57% e o EuroStoxx 50 perdeu 1,18% para 6.064,15 pontos.
O FTSE 100 foi a exceção, ao subir 0,24% para 10.491,4 pontos.
Em queda fecharam o CAC 40 de Paris (-1,03% para 8.173,1 pontos); o DAX que recuou -0,80% para 25.184,9 pontos; o FTSE MIB desceu -0,64% para 49.899,2 pontos; o holandês AEX recuou -1,05%; e o IBEX cedeu -0,52% para os 18.290,9 pontos.
O barril do Brent disparou 3,34% para 99,35 dólares.
O euro recua -0,13% para 1,1629 dólares.
A dívida a 10 anos alemã sobe 3,29 pontos base para uma yield de 2,98% e a dívida portuguesa sobe 3,47 pontos base para 3,34%.
Guerras continuam sem fim à vista
As Forças Armadas norte-americanas lançaram nesta segunda-feira novos ataques contra alvos militares no sul do Irão, numa operação que Washington classificou como uma ação de “autodefesa” destinada a proteger tropas norte-americanas perante ameaças de forças iranianas. isto apesar dos alegados progressos nas negociações.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os ataques tiveram como alvo locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas alegadamente envolvidas em tentativas de colocação de minas na zona do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio energético mundial.
Na Europa a guerra da Ucrânia não mostra sinais de caminhar para a paz. Com os EUA à espera que a Europa ceda finalmente a chegar a acordo com a Rússia, o que surge no horizonte é uma escalada da maior potência nuclear do mundo.
Moscovo intensificou as suas ameaças à Ucrânia, alertando para “ataques consistentes e sistemáticos contra Kiev, visando o seu complexo industrial militar”.
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