Correios Express transforma 1 tonelada de fardas em mantas e sacos para pessoas em situação de sem-abrigo
A Correos Express deu uma nova utilização a cerca de 1.000 kg de fardamentos corporativos em fim de vida, convertendo-os em mantas e sacos entregues a pessoas em situação de sem-abrigo sinalizadas pela Cruz Vermelha de Braga. A iniciativa, desenvolvida no âmbito de um projeto de economia circular, foi realizada em parceria com a ToBeGreen.
O material recolhido foi triado e valorizado através de processos de reutilização e reciclagem têxtil, permitindo a produção de 150 mantas e 100 tote bags. Os artigos foram posteriormente distribuídos a beneficiários acompanhados pela estrutura local da Cruz Vermelha.
Para além da componente social, o projeto apresenta um impacto ambiental mensurável. Segundo os dados avançados, a transformação dos uniformes evitou aproximadamente 730 kg de emissões de CO₂ quando comparada com a deposição em aterro, e cerca de 562 kg de CO₂ face à incineração, sublinhando o contributo da iniciativa para a redução da pegada carbónica associada ao setor têxtil.
Num setor particularmente intensivo em consumo de recursos e geração de resíduos, a iniciativa procura demonstrar a viabilidade de soluções de circularidade aplicadas a fardamento corporativo, prolongando o ciclo de vida dos materiais e reduzindo o desperdício.
No plano social, as peças produzidas assumem uma dimensão simbólica que ultrapassa o valor material. As mantas destinam-se a apoiar o conforto térmico de pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto os sacos pretendem facilitar o quotidiano dos beneficiários, numa resposta que conjuga utilidade prática e inclusão.
Com este projeto, a Correos Express reforça a aposta em práticas de sustentabilidade aplicada e em modelos de gestão de resíduos têxteis com impacto social direto, alinhando objetivos ambientais com intervenção comunitária. A empresa sublinha ainda o compromisso em desenvolver iniciativas que envolvam parceiros especializados e entidades sociais, potenciando a reutilização de recursos e a criação de valor partilhado.
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