Cabaz alimentar desce pela terceira semana consecutiva, mas custa mais 70 euros do que em 2022
O custo do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou uma nova quebra, fixando-se esta semana nos 257,33 euros. Este valor representa uma redução de 1,50 euros em comparação com a semana anterior, marcando a terceira descida consecutiva de preços desde o início do ano de 2026.
Segundo os dados da organização de defesa do consumidor, a compra deste cabaz composto por 63 produtos essenciais está agora 15,51 euros mais barata (menos 6,41%) do que no início de janeiro. Contudo, a tendência de alívio recente contrasta com a inflação acumulada a longo prazo.
Há precisamente um ano, o mesmo conjunto de bens custava menos 18,06 euros (menos 7,55%). O fosso agrava-se quando comparado com o início de 2022, período em que os consumidores gastavam menos 69,63 euros (uma diferença de 37,10%) para encher o mesmo carrinho de compras.
Apesar da tendência global de descida, vários produtos registaram aumentos significativos na última semana, entre 20 e 27 de maio. Os cereais integrais lideraram as subidas percentuais ao disparar 18%, fixando-se nos 4,10 euros. Seguiu-se o carapau, que registou um aumento de 11% para passar a custar 6,34 euros/kg, e a alface frisada, com uma subida de 10% para os 2,56 euros.
Na análise homóloga, que compara os preços atuais com o mesmo período do ano passado, o robalo destaca-se com a maior subida percentual, registando um aumento de 35% para os 10,39 euros/kg. No setor dos hortícolas, a couve-coração encareceu 32% (custando agora 1,79 euros/kg) e os brócolos subiram 29%, apresentando um custo atual de 3,41 euros/kg.
A DECO PROteste recorda ainda o impacto acumulado desde o início desta monitorização contínua, a 5 de janeiro de 2022. Num espaço de pouco mais de quatro anos, a carne de novilho para cozer foi o produto que mais encareceu, sofrendo um aumento severo de 125% para se fixar nos 13,08 euros/kg. Os ovos registaram uma subida de 84% (custando hoje 2,10 euros) e a couve-coração fecha o pódio dos aumentos históricos com uma valorização de 80%.
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