CEO da MEXT e CFO da Eaglestone Capital criam fundo que investe nas mulheres
Sílvia Mota, CEO da MEXT (Mota-Engil Next), o braço de venture capital do Grupo Mota-Engil, e Ana Sá Ribeiro, CFO da Eaglestone Capital Partners, são as fundadoras do Moon Capital, um fundo de Private Equity e Venture Capital criado para investir em empresas lideradas por mulheres e em organizações com um forte compromisso com a equidade de oportunidades.
Para provar que o Private Equity não é um mundo exclusivamente masculino, as gestoras abraçaram este desafio — até porque levantar capital já é, por si só, um desafio, ainda mais num fundo liderado por mulheres. Ainda assim, já concretizaram o primeiro closing.
O fundo Moon Capital levantou mais de cinco milhões de euros e já realizou o primeiro investimento: na Olimec, empresa portuguesa do setor de equipamentos e soluções para a gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e manutenção de frotas pesadas, onde adquiriu uma posição de 20%.
As gestoras explicam que a Olimec é uma empresa co-liderada por Juliana Oliveira e que se encontra numa fase de crescimento (growth).
As fundadoras e gestoras do fundo revelam que “o Moon Capital atua nas duas vertentes, desde seed até growth, mas o nosso principal objetivo é ser mais Private Equity. Em termos indicativos de portfólio, a nossa meta é ter 80% em Private Equity e 20% em Venture Capital. Olhamos para o Venture Capital com muita atenção, mas o Private Equity é o nosso grande motor”. Ou seja, o fundo investe em diferentes estágios de maturidade, desde seed até growth, mas o foco principal está em growth equity e lower mid-market private equity. “No caso da Olimec, trata-se de um investimento de growth numa empresa industrial já estabelecida”, explicam.
“Os nossos tickets médios variam entre um milhão e cinco milhões de euros, dependendo da maturidade da empresa, podendo existir follow-ons em empresas com maior potencial. Essa amplitude deve-se ao facto de podermos entrar em diferentes fases [da empresa]”, acrescentam.
O fundo tem uma maturidade de 10 anos e um target return fixado entre 15% e 18%.
“O nosso próximo objetivo, no curto prazo, será atingir os 25 milhões de euros e, no final de três anos, a meta global do fundo é levantar 75 milhões de euros”, revelam.
As gestoras querem provar que investir em projetos com lideranças femininas e foco na equidade de género pode gerar melhores rentabilidades.
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