Exportações de componentes automóveis caem 6,4% até abril para 4.016 milhões
As exportações portuguesas de componentes para a indústria automóvel totalizaram 4.016 milhões de euros entre janeiro e abril, menos 6,4% do que no mesmo período de 2025, refletindo o abrandamento dos principais mercados europeus e a incerteza no comércio internacional, divulgou hoje a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).
Só no mês de abril, as exportações do setor atingiram 1.033 milhões de euros, representando uma descida homóloga de 0,4%, segundo dados da associação baseados nas Estatísticas do Comércio Internacional de Bens do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da quebra, a indústria de componentes automóveis continua a representar 14,8% das exportações nacionais de bens transacionáveis, mantendo um peso relevante na economia portuguesa.
A Europa permaneceu como o principal destino das exportações nacionais, absorvendo 88,4% das vendas externas do setor. No entanto, as exportações para este mercado recuaram 6,5% nos primeiros quatro meses do ano. Em contrapartida, as vendas para África e Médio Oriente cresceram 13,3%, enquanto as destinadas aos Estados Unidos caíram 22% e as dirigidas à Ásia e Oceânia diminuíram 4,3%.
Por mercados, Espanha manteve-se como o principal destino das exportações portuguesas, com uma quota de 27,9%, seguida da Alemanha (22,2%) e de França (9,6%). As vendas para Espanha recuaram 10% e para a Alemanha 4%, ao passo que as exportações para França aumentaram 4,5%. Entre os mercados com maior crescimento destacam-se a Polónia (+17,4%), os Países Baixos (+12,7%), Itália (+12,1%) e Marrocos (+7,2%). Já as exportações para os Estados Unidos registaram uma quebra de 27,9%.
Citado em comunicado, o presidente da AFIA, José Couto, afirmou que “os dados de abril confirmam que o setor continua a operar num contexto internacional particularmente exigente”, defendendo o reforço da competitividade, produtividade e escala da indústria nacional através de energia a custos mais competitivos, financiamento adequado, melhores infraestruturas logísticas, talento qualificado e estabilidade regulatória.
A associação considera que a competitividade industrial deve ser tratada como uma prioridade estratégica, tanto a nível nacional como europeu, defendendo uma articulação entre investimento, inovação, qualificação, infraestruturas, energia competitiva e previsibilidade regulatória, bem como a diversificação de mercados e o reforço da integração das empresas portuguesas nas cadeias internacionais de abastecimento.
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