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Na batalha das camisolas, no fim ganha a marca alemã

Na batalha das camisolas, no fim ganha a marca alemã

Enquanto o Mundial se disputa nos estádios dos EUA, Canadá e México, outras batalhas (mais ou menos visíveis) são travadas numa espécie de torneio à parte, com muitos milhões à mistura. As grandes marcas desportivas têm neste Mundial um palco privilegiado para mostrar a sua força e os seus argumentos num mercado cada vez mais concorrencial e com a inovação a ser a pedra de toque. E neste campeonato à parte, tal como no velho ditado, no fim ganha a Alemanha (ou pelo menos a marca desportiva alemã).
A Adidas parece está a mostrar uma força e uma predominância que pareciam difíceis de recuperar.
A mítica marca das três listas lidera o ranking de patrocinadores de equipamentos do Mundial de 2026 já que em 48 seleções, apresenta-se com 14 equipas. No top3 das marcas de equipamentos que mais desfilam por estes dias nos relvados do Mundial está também a Nike, que veste doze seleções e a Puma, patrocinador da Seleção, que equipa onze equipas. É nestas três marcas que se concentram grande parte das seleções que por estas semanas captam a atenção do mundo, na prova da FIFA que vai bater todos os recordes, nomeadamente receitas e audiências televisivas.
Adidas a dominar
A Adidas consegue o pleno: não só atrai o maior número de seleções, como consegue equipar algumas das seleções que irão captar boa parte do interesse dos telespetadores: Alemanha, Argentina, Espanha, Japão, Colômbia, México, Bélgica e Suécia, entre outras que exibem orgulhosamente as três listas que equiparam grandes estrelas do futebol mundial ao longo dos anos. Só este grupo de equipas daria um grande torneio. Mas este caminho de sucesso da Adidas, que parece ter recuperado a aura perdida durante alguns anos, também é feito de espinhos já que Espanha ameaçou romper o vínculo (dura até ao fim do ano) e a Alemanha, que vestia Adidas há mais de 70 anos, vai deixar as três listas em 2026 e abraçar a Nike (por 100 milhões, o dobro do atual contrato), numa decisão que gerou grande controvérsia no país.
Outras marcas que também se exibem neste Mundial são a Capelli, que equipa Cabo Verde, Kelme, Umbro (equipa o Congo), Marathon, Saeta, Jako, Reebok, Merooj e Kappa. Todos ganham com o Mundial da FIFA.
E Portugal?
A Seleção portuguesa chega ao Mundial da FIFA equipada pela marca desportiva alemã Puma após uma longa ligação de 27 anos com a norte-americana Nike. O contrato entrou em vigor em janeiro do ano passado e a Puma, que nasceu fruto de uma zanga entre dois irmãos na Alemanha do pós-guerra (o que tornou globalmente famosa a rivalidade da Puma com a Adidas), passou a vestir Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes, Vitinha e companhia.
O contrato é de longa duração e abrange todas as seleções nacionais de futebol assim como o futsal, futebol de praia e e-Sports. Estima-se que o vínculo com a Nike rendesse apenas 7,5 milhões de euros por ano aos cofres da Federação Portuguesa de Futebol, sendo que não se conhece o valor do atual contrato de patrocínio com a Puma.
Nike pagava 7,5 milhões a Portugal e 50 milhões a França
Apesar de ser a quinta seleção do ranking da FIFA, Portugal apresentava um valor de patrocínio anormalmente baixo já que recebia apenas 7,5 milhões por ano da Nike. A marca norte-americana paga 50 milhões por ano à França (seleção com o melhor contrato de equipamentos) e 40 milhões para equipar a Inglaterra. No início do ano passado, até os Países Baixos recebiam mais da Nike (13 milhões). Do lado da Adidas, a Alemanha recebia uma choruda quantia de 50 milhões por ano, seguida da grande ausente do Mundial, Itália (35 milhões) e Espanha (18 milhões).

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