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Pedro Duarte nega que o Centro Histórico do Porto esteja sob ameaça da UNESCO

Pedro Duarte nega que o Centro Histórico do Porto esteja sob ameaça da UNESCO

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, recusou que o centro histórico da cidade corra risco de perder a classificação de Património Mundial da Humanidade, assegurando nunca ter sido contactado pela UNESCO sobre esse tema.
A concelhia do Porto do Bloco de Esquerda (BE) alertou na terça-feira para o risco de o Centro Histórico da cidade perder a classificação de Património Mundial da Humanidade, dada a “contínua degradação do património” nesse perímetro.
Os bloquistas fizeram o alerta reagindo a uma notícia avançada pelo Público sobre a destruição do interior do edifício onde funcionou a Confeitaria Serrana, na Rua do Loureiro, que dá conta da demolição ilegal desse ‘recheio’ por parte do proprietário, o Grupo Lionesa, que detém a Livraria Lello.
Em declarações na Alfândega do Porto, na terça-feira, minutos antes do fogo-de-artifício da festa de São João, Pedro Duarte assegurou que a câmara está a “acompanhar de forma muito intensa” a relação com a UNESCO “que está contratualizada há 30 anos”.
“Temos absoluta noção do que é que está a acontecer. Temos uma intenção de dar um impulso diferente àquilo que é a forma como estamos a olhar e queremos olhar para o centro histórico, nomeadamente aquela zona que foi classificada como património mundial pela UNESCO há 30 anos”, continuou o autarca social-democrata.
E prosseguiu: “queremos olhar de maneira diferente para esta região e para esta zona, mas não queremos fazer por qualquer iniciativa da UNESCO. Não tivemos qualquer notícia, digamos assim, ou qualquer informação nesse sentido”.
Garantindo querer, no seu mandato, “inverter a tendência” de saída de pessoas que nasceram no centro histórico da zona da cidade, Pedro Duarte afirmou querer “o turismo equilibrado com a identidade local”.
Questionado se a câmara recebeu algum sinal de alerta da UNESCO, o autarca respondeu: “não, rigorosamente nenhum”.
“Nós temos um contacto permanente com a UNESCO e, portanto, vamos tendo informações, vamos trocando informações, por vezes pedem-nos informações, nós damos informações e, portanto, não temos nenhuma razão para achar que isso vai acontecer”, continuou Pedro Duarte.

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