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Startup portuguesa Mowly cria rede de engenheiros jurídicos para reforçar “potencial da IA” nos escritórios

Startup portuguesa Mowly cria rede de engenheiros jurídicos para reforçar “potencial da IA” nos escritórios

A plataforma de IA jurídica Mowly acaba de anunciar a criação da sua rede de legal engineers, uma equipa que reúne especialistas em desenvolvimento e implementação de soluções de automação jurídica à medida para o setor. 
Trata-se de uma aposta num “modelo diferenciador que combina tecnologia e acompanhamento especializado”, explica a startup portuguesa, enquadrando o lançamento da iniciativa “num momento em que a adoção da IA no setor jurídico está a acelerar” e, com ela, surgem os desafios de adaptação e de transformação dos processos internos.  
De acordo com a Mowly, a “implementação de workflows complexos e a adaptação” das novas soluções tecnológicas à “realidade operacional” das empresas continuam a exigir competências especializadas.
Com mais de 100 equipas jurídicas nacionais e internacionais como clientes, a legal tech portuguesa explica que os “legal engineers trabalham diretamente com os clientes para mapear processos, identificar oportunidades de automação e desenvolver soluções adaptadas às necessidades específicas de cada equipa”. 
Entre as organizações que adotaram as soluções da Mowly está a SPS-Barrilero, “a primeira sociedade de advogados em Portugal a apostar na implementação corporativa da Mowly”, tornou público o escritório em maio.
“Os nossos clientes são advogados e continuarão a sê-lo. O seu foco deve estar na análise jurídica, na tomada de decisão e no aconselhamento dos seus clientes. Não faz sentido exigir que se tornem especialistas em automação ou desenvolvimento de workflows para conseguirem beneficiar do potencial da inteligência artificial. É precisamente para responder a esse desafio que criámos a nossa rede de Legal Engineers”, explica Miguel Fidalgo, cofundador da Mowly, citado na mesma nota de imprensa.
A oferta de soluções tecnológicas da Mowly, que recebeu recentemente a certificação ISO 27001, uma norma internacional de referência em gestão de segurança da informação, abrange a automatização de processos de due diligence, a emissão de pareceres jurídicos, análise contratual, gestão documental e criação automática de documentação a partir de informação extraída de emails e formulários. 
Segundo Francisco Costa, também cofundador da empresa, “a confiança será um dos fatores decisivos para a adoção da inteligência artificial no setor jurídico”.
“Não basta ter funcionalidades avançadas. Os clientes precisam de saber que os seus dados estão protegidos, que existe transparência sobre o funcionamento da tecnologia e que os sistemas cumprem os mais elevados padrões de segurança. A certificação ISO 27001 representa um marco importante nesse compromisso”, defende.
Fundada em 2025 por engenheiros jurídicos e advogados, a Mowly está representada hoje, através das suas soluções de IA jurídica, em Portugal, Espanha, Brasil e Macau.

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