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Espanhola Cajalmendralejo já comunicou ao Banco de Portugal compra do BNI Europa

Espanhola Cajalmendralejo já comunicou ao Banco de Portugal compra do BNI Europa

A espanhola Caja Rural de Almendralejo, de Badajoz, vai comprar o Banco de Negócios Internacional, o BNI Europa, e já remeteu o pedido ao Banco de Portugal, apurou o Jornal Económico (JE). O Banco de Portugal recebe o pedido e envia depois o processo para o Banco Central Europeu (BCE) para dar a respetiva autorização.
A Cajalmendralejo assinou, no final do ano passado, um contrato de compra e venda (SPA) para adquirir o banco português, que é detido pelo BNI Angola, liderado por Mário Palhares. O valor do negócio não é conhecido, mas a referência é o valor do capital próprio, que ascendia, em 2025, a 28,2 milhões de euros, 8,14% abaixo do valor registado no fim de 2024, que se fixava em 30,7 milhões.
No relatório e contas de 2025, o BNI Europa revela que “o acionista único manteve as iniciativas para identificar um novo investidor de capital para o banco e, após a manifestação de interesse e procura de diversas entidades que se enquadravam nos perfis pretendidos e requeridos para o efeito, é do conhecimento do Conselho de Administração que, em novembro de 2025, foi formalizado o contrato de compra e venda de ações (SPA), relativo a 100% do capital social e direitos de voto” do banco liderado por Vitor Barosa Carvalho.
O BNI Europa ressalva que “o SPA inclui um conjunto de condições que têm de ser cumpridas previamente à conclusão da transação”.
O BNI Europa registou, em 2025, prejuízos de 2,57 milhões de euros, o que traduz um agravamento significativo face aos resultados negativos de 1,8 milhões em 2024. Isto, apesar de a margem financeira ter subido ligeiramente (+0,9%) e de a receita de comissões ter aumentado 39,5%.
No período em análise, o produto bancário subiu 8,2%, para 8,9 milhões de euros, mas o rácio de eficiência é de 113%, já que os custos, de 10 milhões, superam as receitas. A rentabilidade do banco português detido pelo angolano BNI é negativa, fixando-se em -9,1%, e o custo do risco de crédito é de 0,21%.
No balanço, o BNI apresenta um ativo de 304,3 milhões de euros, acima dos 278,3 milhões registados no ano anterior. A carteira de crédito a clientes ascende a 160,4 milhões no fim de 2025, em crescimento face a 2024, e os recursos de clientes somam 262,6 milhões, também em evolução positiva face ao período homólogo. O rácio de transformação de depósitos em crédito é de 61%. Atualmente, o BNI Europa tem 7.302 clientes e 72 colaboradores.
Caja com lucros
A Cajalmendralejo é a principal instituição financeira da região da Extremadura e atua como a entidade central do Grupo Cooperativo Solventia, que integra diversas caixas rurais. Obteve um lucro líquido consolidado de 31,84 milhões de euros em 2025.
Esta é mais uma tentativa do BNI Angola para vender a filial em Portugal, que está à venda desde 2019.

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