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Inflação: expectativas a 12 meses recuam na zona euro, mas ainda acima do objetivo

Inflação: expectativas a 12 meses recuam na zona euro, mas ainda acima do objetivo

As expectativas de inflação dos consumidores europeus para os próximos 12 meses desceram em maio, em linha com o memorando de entendimento para terminar a guerra no Médio Oriente e estabilizar os preços da energia a nível global. Ainda assim, as expectativas permanecem desancoradas do objetivo de 2% no médio prazo, inclinando o Banco Central Europeu (BCE) para mais aperto monetário.
O inquérito do banco central aponta para uma queda de 0,5 pontos percentuais (pp) nas expectativas dos consumidores a doze meses para o indicador de preços, que assim ficam em 3,5%. O mercado antecipava uma leitura de 3,9%, pelo que o cenário traçado pelos consumidores acabou por ser consideravelmente mais benéfico do que o esperado.
No entanto, as expectativas mais para a frente também permanecem acima do objetivo: a três anos, os consumidores continuam a antecipar 2,9%, tal como no inquérito de maio, enquanto a cinco anos a previsão passa por 2,4%.
Estes valores provavelmente inclinarão o BCE para manter uma postura restritiva e até continuar a subir taxas, dado o objetivo de 2% para a inflação no médio prazo. Recorde-se que as expectativas de inflação podem, por si só, gerar mais pressão nos preços, sendo internalizadas pelas empresas nas suas decisões relativas aos preços de venda e ao servirem de referência para negociações salariais.
Por outro lado, o inquérito foi realizado entre 7 de maio e 1 de junho, ou seja, numa altura em que a situação no Médio Oriente ainda carecia de alguma definição. Na leitura de junho é expectável, portanto, um recuo mais assinalável, sobretudo nas expectativas para os próximos doze meses, sublinha a Pantheon Macro.

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