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Crédito à habitação cresce 11% em maio e acelera para máximo desde 2003

Crédito à habitação cresce 11% em maio e acelera para máximo desde 2003

Os empréstimos à habitação voltaram a acelerar em maio, registando um crescimento homólogo de 10,8%, o mais elevado desde fevereiro de 2003, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
De acordo com a nota de informação estatística, o stock de crédito à habitação aumentou 1.150 milhões de euros face a abril, totalizando 115,7 mil milhões de euros no final de maio, mantendo a trajetória de subida iniciada em 2024.
No conjunto dos particulares, o montante total de empréstimos cresceu 10,5% em termos anuais. Já o crédito ao consumo e outros fins subiu 209 milhões de euros no mês, para 35,1 mil milhões de euros, tendo a taxa de variação anual abrandado para 9,2%.
No segmento empresarial, o crédito concedido pelos bancos atingiu 76,2 mil milhões de euros no final de maio, mais 145 milhões do que no mês anterior. Em termos homólogos, o crescimento foi de 5,5%, abaixo dos 6,2% registados em abril.
Por dimensão empresarial, os empréstimos às micro, pequenas e médias empresas cresceram 12,3%, 7,2% e 0,4%, respetivamente, enquanto o crédito às grandes empresas registou uma variação negativa de 0,5%.
Por setores de atividade, o crédito à construção e imobiliário desacelerou para 11,9%, enquanto nos setores do comércio, transportes e alojamento a taxa de crescimento abrandou para 4,6%. No detalhe, o alojamento e restauração cresceram 4,6%, o comércio 6,6% e os transportes e armazenagem registaram uma contração de 1,3%.
Já o setor das indústrias e eletricidade apresentou um crescimento homólogo de 0,6%, inferior aos 1,6% observados em abril.
No que respeita aos depósitos, os particulares detinham 203,0 mil milhões de euros no final de maio, mais 398 milhões do que no mês anterior. Em termos anuais, o crescimento foi de 4,6%, desacelerando face aos 4,9% registados em abril.
Os depósitos das empresas totalizaram 79,1 mil milhões de euros, mais 231 milhões do que em abril, com a taxa de variação anual a recuar para 12,2%, face a 12,6% no mês anterior.
Segundo o Banco de Portugal, estas variações são calculadas com base nas transações efetuadas, excluindo efeitos como variações cambiais.

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