Preço médio para compra de casa ultrapassa os 600 mil euros em Lisboa
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa em Portugal, tendo registado nos últimos 12 meses um aumento de 6,8%, para 605 mil euros, com o Porto a observar uma subida de 27,%, para 399.126 euros, segundo os dados do barómetro do portal ‘Imovirtual’ divulgados esta segunda-feira.
Além de Lisboa, surgem no pódio a Região Autónoma da Madeira, com 580 mil euros (+1,8%), e Faro (+9%), com 577.500 euros. Perante este cenário, as regiões de menor dimensão e afastadas dos principais centros urbanos começam também a verificar crescimentos significativos no preço das casas.
São os casos de Viseu, que sobe de 190 mil euros para 250 mil euros, um crescimento de 31,6%. Seguem-se Portalegre, que sobe de 119 mil euros para 145 mil euros (+21,8%), Bragança, de 99.500 euros para 120 mil euros (+20,6%), Santarém, de 240 mil euros para 282.250 euros (+17,6%), e Leiria, de 305 mil euros para 350 mil euros (+14,8%).
Já arrendar casa em Lisboa custa em média 1.750 euros, mas foi Faro que registou o maior aumento anual (20%), para 1.500 euros, enquanto a Região Autónoma da Madeira se mantém nos 1.500 euros, apesar de um aumento anual de 21,1%.
Nota ainda para São Miguel, com uma subida anual de 23,8%, passando de 1.050 euros os 1.300 euros. Seguem-se Viseu, onde a renda média sobe de 600 euros para 700 euros (+16,7%), Leiria, de 800 euros para 900 euros (+12,5%), Braga, de 850 euros para 950 euros (+11,8%), Viana do Castelo, de 800 euros para 900 euros (+12,5%), e Porto, de 1.100 euros para 1.200 euros (+9,1%).
Setúbal atingiu também os 1.300 euros após uma subida de 8,3%, enquanto a Guarda aparece como o único distrito a registar uma descida anual no arrendamento (-4,8%), fixando-se nos 500 euros.
Sylvia Bozzo, marketing manager do ‘Imovirtual’, refere que estamos perante um mercado a várias velocidades. “Lisboa continua a concentrar os valores mais elevados, mas os maiores ritmos de crescimento estão a surgir noutros pontos do país. Viseu, Santarém, Bragança ou Faro mostram que a pressão e a valorização já não estão limitadas aos grandes centros urbanos. Esta evolução reflete uma procura mais distribuída e uma maior atenção a mercados que, até há poucos anos, tinham menor protagonismo no debate imobiliário”, afirma.
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