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EPIS junta 50 jovens de 14 concelhos em cidadania ativa

EPIS junta 50 jovens de 14 concelhos em cidadania ativa

Cerca de 50 jovens, de 14 concelhos de Portugal continental e de cinco ilhas dos Açores, participam no “Boot Camp EPIS 2026: Cuidar para Reconstruir”, promovido pela EPIS – Empresários Pela Inclusão Social, que começa esta segunda-feira, 29, e termina a 3 de julho. Os  jovens foram selecionados pelos seus percursos de sucesso escolar.
O bootcamp é experiência de cidadania ativa que mobiliza a iniciativa e o sentido de responsabilidade em benefício das comunidades.
Ao longo de cinco dias, os participantes trabalham sobre alguns dos principais desafios sociais do país, incluindo habitação, ambiente, envelhecimento, inclusão, participação cívica e liderança. O programa promove o contacto entre gerações e desafia os alunos a contribuir, de forma concreta, para comunidades mais coesas e participativas.
Um dos momentos altos programa está marcado para amanhã, 30, em Almeirim, onde os jovens participam em intervenções de reabilitação habitacional, em parceria com a Just a Change e o Município local. Durante o dia irão ajudar na reabilitação de três habitações, de forma a melhorar as condições de vida de três famílias.
“Mais do que uma ação de voluntariado, esta experiência convida os jovens a compreender que a qualidade da habitação influencia diretamente o bem-estar, a saúde, o sucesso escolar e a inclusão social. Uma casa digna representa estabilidade, segurança e oportunidades para construir um futuro melhor”, salienta a EPIS.
No dia 1 de julho, os alunos prosseguem com uma ação de preservação e manutenção ambiental no Parque Natural de Sintra-Cascais, seguindo-se uma atividade de organização de recursos e manutenção de espaços comunitários na Escolinha Rugby da Galiza, que evidencia a importância do cuidado com o património natural, coletivo e social.
A dimensão humana do “Boot Camp EPIS 2026” ganha expressão no dia 2 de julho, através da participação no programa “Não Tens Idade”, da Fundação Alegria de Viver. O encontro promove o diálogo entre gerações, a partilha de experiências de vida e a reflexão sobre o idadismo, a solidão não desejada e a importância das relações intergeracionais na construção de comunidades mais inclusivas.
EPIS 2026 inclui ainda momentos dedicados ao desenvolvimento da liderança e do espírito de missão na Escola Naval, com experiências no simulador de navegação, atividades de formação militar e uma sessão sobre geopolítica marítima, proporcionando aos jovens contacto com diferentes formas de servir o país e compreender os desafios do mundo contemporâneo.
Durante a semana, os participantes terão a oportunidade de se encontrar com os antigos Presidentes da República Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, num momento de partilha de experiências e reflexão sobre cidadania, liderança e serviço público.
O programa termina no dia 3 de julho, com uma sessão de encerramento na Escola Naval e uma visita ao Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, após uma semana que interliga a educação, a habitação, o ambiente, a cidadania, a cultura e a comunidade.
“O desenvolvimento dos jovens no seu percurso educativo deve alargar os seus horizontes e também criar sentido de responsabilidade perante a realidade dos outros. Neste Boot Camp EPIS 2026, queremos que os jovens percebam que a sua iniciativa e a capacidade de se mobilizarem pode ter impacto concreto nas pessoas e comunidades, em desafios tão exigentes como a habitação, o isolamento social ou a proteção do ambiente. Cuidar para reconstruir é, acima de tudo, reconhecer que nenhum percurso individual está desligado da comunidade.”, afirma Diogo Simões Pereira, diretor-geral da EPIS.
O Boot Camp EPIS é uma das iniciativas da EPIS – Empresários Pela Inclusão Social, criada em 2006 para promover o sucesso escolar e a inclusão social em Portugal. Todos os anos distingue jovens com percursos académicos de excelência, proporcionando-lhes experiências que desenvolvem competências de liderança, responsabilidade social, trabalho em equipa e participação cívica, reforçando a convicção de que educar é também formar cidadãos capazes de transformar positivamente as comunidades onde vivem.

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